A seguir avaliação preliminar da Direção Nacional da Articulação de Esquerda, que compunham a chapa "A Esperança é Vermelha", sobre o processo de eleições diretas do PT - PED 2013
1. A direção nacional da Articulação de Esquerda reuniu-se, nos dias 12 e 13 de novembro, para fazer uma avaliação do Processo de Eleições Diretas das direções do Partido dos Trabalhadores.
2. Trata-se de uma avaliação preliminar: os resultados finais acabam de ser divulgados, cabendo uma análise detalhada no âmbito municipal, estadual e nacional; e também porque o PED não acabou, uma vez que há segundo turno para a presidência do Partido em vários estados e municípios
3. É o caso do Rio Grande do Sul, onde estamos comprometidos com a vitória do presidente Ary Vanazzi. É o caso de Pernambuco, onde estamos comprometidos com a vitória do presidente Bruno Ribeiro. É o caso de Vitória-ES (Max Dias), Três Lagoas-MS (Antonio Carlos Modesto) e São Gonçalo-RJ (Almir Barbio). É o caso, também, de Sergipe, onde a direção estadual da AE decidirá nos próximos dias nossa posição frente ao segundo turno disputado por dois candidatos da CNB.
4. Há, também, outros casos onde candidatos nossos, candidatos apoiados por nós no primeiro turno, ou candidatos com que disputamos enfrentam o segundo turno (é o caso de Palmas-TO).
5. A direção nacional da Articulação de Esquerda coloca-se à disposição para ajudar as respectivas direções estaduais e municipais, tanto na deliberação quanto na campanha propriamente dita.
6. Nos locais onde o processo eleitoral já encerrou, as direções municipais e estaduais devem convocar reuniões de avaliação, produzir balanços por escrito e fazer circular estes balanços na lista eletrônica nacional da AE.
7. Concluído o segundo turno, no dia 24 de novembro, e finalizada a totalização dos votos do primeiro turno, a direção nacional da AE realizará nova reunião para fazer um balanço completo do processo de eleições diretas das direções petistas, balanço que será publicado na edição de dezembro do jornal Página 13.
8. Sem prejuízo do que será tratado em nossa próxima reunião, a direção nacional realizou desde já um balanço preliminar do primeiro turno do PED.
9. Do ponto de vista político, e considerando fundamentalmente o resultado nacional, a conclusão principal é que a maioria dos votantes não optou pelas chapas e candidaturas que defendiam mudanças na estratégia, na tática e no padrão de funcionamento do PT.
10. Esta opção conservadora e continuísta que predominou no PED poderá ter implicações graves sobre o futuro próximo e mediato do PT e da luta política no Brasil. Isto porque a situação política exige não apenas ousadia e renovação, mas principalmente outra orientação política e outra conduta organizativa.
11. Não foi esta, entretanto, a opção da maioria dos que votaram. Não apenas os filiados-eleitores, mas inclusive parcela majoritária dos militantes do PT segue apostando, conscientemente ou por simples inércia, na política de centro-esquerda. Apesar de parcelas crescentes reconhecerem os limites desta política e o acúmulo de problemas, não quiseram tirar as consequências disto na hora de votar nas chapas e candidaturas.
12. Aliás, é preciso dizer que a maioria dos que votaram no PED não quis levar em devida conta o recado que as ruas nos deram em junho de 2013, em mobilizações que podem voltar a ocorrer, dado que certas condições objetivas e subjetivas seguem presentes; não considerou adequadamente o cenário de dificuldades econômicas e a mudança de postura por parte do grande capital frente ao nosso governo; segue acreditando que o cenário de 2014 está mais para vitória no primeiro turno, do que para um segundo turno acirradíssimo; e não dimensiona corretamente o grau de desgaste do PT junto à diversos setores da população, com destaque para a juventude, inclusive a juventude trabalhadora. Onde há segundo turno na eleição da presidência do Partido, estes temas continuam presentes no debate e lutaremos pela vitória de candidaturas que tenham compreensão deste conjunto de desafios.
13. Não basta, contudo, criticar a maioria, seu gosto pelo aparato em detrimento da política, a tendência à pulverização despolitizada de chapas vinculadas ao grupo majoritário, a incapacidade de evitar a “tragédia anunciada” que foi a organização do PED. É preciso também reconhecer, de maneira autocrítica, as debilidades do conjunto de tendências, chapas e candidaturas que propunham mudanças na política e no comportamento do Partido.
14. Embora este tópico vá ser mais desenvolvido no documento de balanço que apresentaremos após o segundo turno, podemos antecipar o seguinte: desde 2005, a chamada esquerda do PT vem sofrendo um processo de divisão e redução de sua influência, que somadas a dificuldades políticas mais gerais, bem como ao processo de burocratização e degeneração da vida interna partidária, criam enormes obstáculos para que a minoria de esquerda possa voltar a ser maioria. Assim, uma de nossas tarefas é recompor a esquerda petista, para que volte a existir a possibilidade de a minoria virar maioria. Deste ponto de vista, nossa principal conquista no PED 2013, em âmbito nacional, foi termos conseguido resistir e impedir o aniquilamento que se anunciava quando houve a cotização artificial de dezenas, talvez centenas de milhares de filiados.
15. Do ponto de vista organizativo, o PED 2013 foi pior do que todos os anteriores. Podemos dizer que há um amplo consenso sobre isto dentro do Partido. O problema é que esta avaliação comum parte de posições muito distintas e até opostas. Por um lado estão os que, como nós, defendemos que o processo de eleição das direções partidárias seja feito através de encontros partidários. Por outro lado, estão os que defendem “qualificar” o PED, por meio de adoção de regras que reduzam o peso dos filiados-eleitores e ampliem o peso dos militantes, na linha do que foi aprovado no IV Congresso do Partido e posteriormente flexibilizado ou até mesmo revogado pelo Diretório Nacional. Finalmente, há os que querem flexibilizar ainda mais as regras, secundarizando a participação ativa, a formação política, o autofinanciamento, os debates, etc. reforçando assim a influência dos filiados-eleitores em detrimento dos militantes.
16. Em termos objetivos, o número de filiados que participou do PED 2013 foi inferior ao PED 2009. Em 2009 votaram 518.192 filiados e filiadas. Em 2013, votaram 425.604 petistas.
17. Dos mais de 1 milhão e 700 mil filiados petistas, foram pagas as cotizações de 809 mil. Destes que cotizaram (ou foram cotizados), 387.837 filiados não compareceram para votar, deixando clara a alta dose de artificialidade e a influência do poder econômico presentes no processo de filiação e cotização. A artificialidade foi tamanha que só restou, a um dos responsáveis pela organização do PED, ter um surto de "amnésia" para tentar explicar o grande número de cotizados ausentes: "O voto hoje é mais criterioso, as pessoas precisam passar por atividade partidária, tem que efetuar contribuição financeira. É um processo muito mais complexo. No PT, não é só voto. As pessoas têm que participar efetivamente do processo", disse o dirigente citado, numa coletiva à imprensa.
18. Somando os que votaram nulo (10.343) ou branco (36.317), com os que estavam cotizados mas não compareceram (387.837), temos 434.497 filiados, número maior do que os dos 421.507 que votaram em alguma chapa. É preciso analisar cuidadosamente os motivos pelos quais tantos filiados votaram em branco ou nulo para presidente e chapas nacionais. Assim como é necessário compreender por quais motivos a “abstenção de cotizados” variou, de cidade para cidade, de estado para estado.
19. A quebra na votação pode ser ilustrada pelo resultado presidencial: em 2009 José Eduardo Dutra ganhou no primeiro turno com 58% e 274 mil votos. Rui Falcão foi eleito, agora, com 69,5% mas com 268 mil votos.
20. A maioria dos que votaram não participou de nenhum debate, tampouco teve acesso ao jornal com as posições das chapas e candidaturas nacionais. Setores do PT trabalharam para esvaziar e esterilizar a discussão. Em alguns estados, como São Paulo, não ocorreu nenhum debate nacional. Mesmo onde o debate ocorreu, sua profundidade foi inferior ao necessário. A falta de debates contribuiu para a impressão, forte em muitos setores do Partido, de que o PED não ajudou a qualificar nossas direções partidárias.
21. Apesar do enorme esforço político e material, o resultado final do PED nacional não provocou alterações significativas na composição do Diretório e da Comissão Executiva Nacional do PT. Exemplo disto: em 2013 as chapas que apoiam Rui Falcão receberam 69% dos votos; em 2009, os mesmos setores obtiveram 70%.
22. Claro que para os setores minoritários, um pequeno deslocamento pode ser a diferença entre estar ou não na direção do PT. A Articulação de Esquerda passou por esta prova. Conseguimos sair do PED 2013 com a mesma presença na direção nacional do PT que obtivemos em 2009: 4 integrantes no DN e 1 na CEN. Ademais, tivemos resultados nas eleições estaduais e municipais que expressam nosso enraizamento na classe trabalhadora, nos movimentos sociais, na institucionalidade, no debate de idéias e no Partido. Nosso resultado global, obtido contra todo tipo de pressão externa e debilidades internas, foi produto em parte da quebra na votação geral, mas também de nossa ação, inclusive de uma correta decisão política de priorizar, durante o PED, o debate político-programático. Assim, sem prejuízo da necessária autocrítica de nossos erros e debilidades, saímos deste PED com moral alta e sentimento de dever cumprido.
23. Para nos representar no próximo Diretório Nacional, apresentamos como titulares os seguintes companheiros e companheiras: Bruno Elias, secretário executivo do Conselho Nacional de Juventude do Governo Federal; Jandyra Uehara, da executiva nacional da Central Única dos Trabalhadores; Adriano Oliveira, secretário de formação política do PT-RS; Rosana Ramos, da atual Comissão de Ética Nacional do PT.
24. Nossa chapa indica como suplentes: Valter Pomar, dirigente nacional do PT; Iriny Lopes, deputada federal PT-ES; Jonatas Moreth, da executiva nacional da juventude do PT; Ana Affonso, deputada estadual PT-RS; Rubens Alves, dirigente nacional do PT; Ana Lucia, deputada estadual PT-SE; Mucio Magalhaes, dirigente nacional do PT; Adriele Manjabosco, diretora da UNE.
25. Para nos representar na Comissão Executiva Nacional, a chapa “A Esperança é Vermelha” indica o companheiro Bruno Elias, um jovem com experiência nos movimentos sociais, no governo e no Partido. Alguém à altura da tarefa política e afinado com a necessidade de renovação, que vem sendo vocalizada (mas não praticada) por diversos líderes partidários.
26. Propomos que o companheiro Bruno Elias assuma a Secretaria Nacional de Movimentos Populares. Estamos seguros de que ele terá, a frente desta secretaria, o mesmo compromisso partidário demonstrado em outras tarefas, compromisso também demonstrado por representantes de nossa tendência, no período recente, a frente das tarefas de formação politica e relações internacionais. As companheiras Jandyra Uehara e Rosana Ramos estão encarregadas de todas as conversas e negociações relativas à composição da nova CEN.
27. A direção nacional da AE concluiu sua avaliação preliminar do PED, fazendo um reconhecimento e um agradecimento aos filiados e filiadas petistas que confiaram em nós, à militância que fez nossas campanhas, aos que foram candidatos e candidatas à direção e presidência.
28. Seja onde o resultado foi expressivo, seja onde foi modesto, fizemos uma campanha politicamente clara, defendendo mudanças profundas na estratégia, na tática e no funcionamento do PT. Nas redes sociais, nos destacamos por uma campanha ágil, criativa e bonita, que ajudou a quebrar o silêncio da mídia acerca do PED. Disputamos o PED da forma como sempre deveria ser, oferecendo nossas ideias e nossa disposição militante. E seguimos na luta por um PT democrático-popular e socialista, com muita esperança vermelha e sem medo de ser feliz.
A direção nacional da Articulação de Esquerda
13 de novembro de 2013
A Articulação de Esquerda (AE) é uma tendência interna do Partido dos Trabalhadores. Existe para a defesa de um PT de luta, de massa, democrático, socialista e revolucionário. Nossas posições políticas e programáticas estão expostas nas resoluções das conferências e seminários nacionais que realizamos desde 1993.
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sexta-feira, 15 de novembro de 2013
PED 2013: Avaliação preliminar da Direção Nacional da Articulação de Esquerda
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quarta-feira, 6 de novembro de 2013
sábado, 2 de novembro de 2013
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Orientações para a reta final
#PED2013: Dia 10 de novembro, ligados no 220
1-Faltam poucos dias para o primeiro turno do PED. Planeje cada um destes dias: quem você vai visitar, para quem você vai telefonar ou mandar uma mensagem, que materiais você pode compartilhar.
2-Na próxima semana será realizado o último debate entre os candidatos à presidência nacional. Acompanhe!
3-Se você é da coordenação da campanha, organize a lista de todas as cidades em que o PED vai ocorrer, o local de votação em cada cidade, quem é o fiscal de nossa chapa, quem são as chapas locais que estão concorrendo e o número total de filiados aptos. Deixe espaço para os resultados da apuração.
4-Há 4.161 locais de votação. Precisamos que haja um fiscal em cada local. Não pode haver votação num local que não foi credenciado e divulgado. Veja a lista de locais credenciados no site do PED (ped.pt.org.br)
5- Importante: dia 4 de novembro é o último dia para credenciar os fiscais. Um fiscal pode votar na cidade em que vai fiscalizar. Veja o que diz o regulamento do PED a respeito da fiscalização. (Mais informações http://zip.net/btlkCT )
6-Os municípios prioritários para fiscalização são aqueles onde há chapa única. Nestes, um fiscal pode ser a diferença entre ter a verdade das urnas ou 100% de comparecimento e votos para uma única chapa.
7- O fiscal deve chegar às 8h45, acompanhar a abertura da urna, levar um lanche e água para poder ficar o tempo todo no local, até as 18h; e acompanhar também a apuração, se for no local. Em geral, é na hora que o fiscal dá uma saidinha que acontecem milagres. Use seu celular para fotografar a ata. Passe os dados por telefone para quem estiver centralizando os dados. Se a apuração for feita noutro lugar, certifique-se de que a urna foi lacrada e assine o lacre.
8- Tão logo acabe cada etapa da apuração, envie um correio eletrônico ou uma mensagem para: esperancavermelha220@gmail.com
9-Os fiscais também devem garantir que se respeite o regulamento do PED: transporte de filiados só quando organizado pela instância partidária.
10- Se você chegar no local de votação e não tiver ninguém lá, registre o fato, de preferência com fotos e com testemunhas. E comunique imediatamente para o e-mail esperancavermelha220@gmail.com; ou contate por telefone alguém da coordenação nacional ou no estado/município.
11-Se você não é fiscal, mas é militante, faça boca de urna. Leve material, converse com as pessoas. E mantenha o bom humor, sempre.
12-Se você é da coordenação, ligue uma vez a cada duas horas para seus fiscais em todo o país. E uma vez detectado algum problema, informe a coordenação nacional.
13-Nosso objetivo, lembre-se, é um PT militante e socialista, uma estratégia que viabilize as reformas estruturais, uma tática que nos permita ter um segundo mandato Dilma superior ao atual. E por isto queremos segundo turno para a presidência do PT, direções plurais e pela esquerda.
domingo, 20 de outubro de 2013
Por um PT Democrático, Popular e Socialista
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Faltam 30 dias
Quero me dirigir a você, que apoia ou simpatiza com as posições da chapa "A esperança é vermelha".
Faltam 30 dias para o primeiro turno das eleições diretas petistas (PED).
No dia 10 de novembro, 806 mil filiados e filiadas poderão eleger as direções, presidências e as delegações ao V Congresso do Partido dos Trabalhadores.
Este número não é produto apenas da mobilização voluntária dos filiados. Como todos sabem, ainda que poucos reconheçam publicamente, este número é produto em certa medida de cotização coletiva disfarçada de cotização individual.
Infelizmente, para grande número de petistas, o PED converteu-se no único instrumento de participação na vida partidária: votar de quatro em quatro anos.
Esta realidade tem que mudar. Uma das condições para isto é que as posições da esquerda partidária estejam presentes e influenciando as direções partidárias, em todos os níveis.
E isto só acontecerá se, de hoje até o dia 10 de novembro, dermos conta de algumas tarefas:
1) fazer chegar a cada filiado e a cada filiada o material de nossas chapas e candidaturas, direito que o regulamento garante a quem estiver inscrito no PED;
2) organizar debates, palestras, atos políticos e culturais abertos, para que o conjunto do Partido possa conhecer nossas posições;
3) ajudar a organizar e mobilizar para os debates oficiais entre chapas e candidaturas, em todos os níveis;
4) fazer cumprir o regulamento, inclusive a proibição de transporte pago pelas chapas e candidaturas, bem como a existência de fiscais no processo de votação e apuração, essenciais para que os números apurados correspondam a vontade dos filiados no dia 10 de novembro.
Se tivermos êxito no cumprimento destas quatro tarefas, poderemos garantir a presença da esquerda petista nas direções partidárias, inclusive na composição da próxima Comissão Executiva Nacional do Partido.
Esta presença está, hoje, ameaçada. E isto não constitui um problema apenas para os setores que integram a chamada esquerda petista.
A pluralidade é importante para o PT. A história recente do Partido já mostrou os riscos que corremos, quando uma única chapa ou posição alcança maioria absoluta.
Se tivermos êxito no cumprimento daquelas quatro tarefas, também poderemos viabilizar um segundo turno na disputa das presidências do Partido.
Tanto em âmbito nacional, quanto em importantes estados e municípios, os grupos majoritários do Partido querem evitar que ocorra um segundo turno. E o preço disto inclui, em vários casos, eleger para a presidência partidária pessoas que vem evitando tomar posição sobre questões essenciais para o presente e para o futuro do PT.
Garantir o segundo turno é garantir que os filiados e filiadas saibam quais as posições de quem presidirá o Partido nos próximos quatro anos.
Finalmente: ao longo destes próximos 30 dias, devemos intensificar a propaganda das posições de “A esperança é vermelha”.
O PT precisa de autonomia financeira: um partido de trabalhadores não pode depender de recursos do empresariado. Comunicação de massas, com web, TV, rádio e imprensa todo dia. Formação política para nossa militância. Reforçar vínculos com a juventude, a classe trabalhadora, movimentos sociais, mulheres, negros, indígenas, movimento ambientalista e lgbt. Direções que defendam as posições do PT, nas ruas e urnas, nos parlamentos e governos. Que lembrem que Partido é partido, governo é governo. E que ninguém, nenhuma liderança, nem mesmo o Lula e a Dilma, pode desrespeitar as decisões adotadas pela base.
O PT precisa de outra estratégia. A estratégia adotada em 1995 não dá conta dos desafios que vivemos neste Brasil de 2013. Precisamos de uma nova estratégia, para um Brasil que clama por reformas estruturais, uma América Latina que precisa de integração regional, um mundo em crise cuja solução está no socialismo. Uma estratégia que dê ênfase à governabilidade social, que compreenda que vivemos num momento de fortes conflitos com o grande Capital, com as direitas e com o imperialismo, e que para isso precisamos de aliados de verdade, não de aliados que se comportam e votam como inimigos.
O PT precisa reeleger Dilma, para fazer um segundo mandato melhor do que o atual. Um mandato marcado pelas reformas estruturais: uma reforma política profunda, Assembleia Constituinte, Lei da Mídia Democrática, reforma tributária progressiva, reforma agrária e urbana, jornada de 40 horas, mais qualidade e financiamento das políticas públicas de transporte, de saúde, de educação, de cultura etc. Este é o programa para reeleger Dilma, manter os atuais governos e eleger novos, ampliar nossa bancada no Congresso e nas assembleias legislativas. É com base nesse programa que reafirmaremos nossa aliança com a grande maioria do povo, a juventude, a classe trabalhadora que pode mudar nosso país.
É para estas posições que pedimos seu voto e seu empenho militante, especialmente nestes próximos trinta dias.
Valter Pomar, candidato à presidência nacional do PT em nome da chapa “A esperança é vermelha”.
Faltam 30 dias para o primeiro turno das eleições diretas petistas (PED).
No dia 10 de novembro, 806 mil filiados e filiadas poderão eleger as direções, presidências e as delegações ao V Congresso do Partido dos Trabalhadores.
Este número não é produto apenas da mobilização voluntária dos filiados. Como todos sabem, ainda que poucos reconheçam publicamente, este número é produto em certa medida de cotização coletiva disfarçada de cotização individual.
Infelizmente, para grande número de petistas, o PED converteu-se no único instrumento de participação na vida partidária: votar de quatro em quatro anos.
Esta realidade tem que mudar. Uma das condições para isto é que as posições da esquerda partidária estejam presentes e influenciando as direções partidárias, em todos os níveis.
E isto só acontecerá se, de hoje até o dia 10 de novembro, dermos conta de algumas tarefas:
1) fazer chegar a cada filiado e a cada filiada o material de nossas chapas e candidaturas, direito que o regulamento garante a quem estiver inscrito no PED;
2) organizar debates, palestras, atos políticos e culturais abertos, para que o conjunto do Partido possa conhecer nossas posições;
3) ajudar a organizar e mobilizar para os debates oficiais entre chapas e candidaturas, em todos os níveis;
4) fazer cumprir o regulamento, inclusive a proibição de transporte pago pelas chapas e candidaturas, bem como a existência de fiscais no processo de votação e apuração, essenciais para que os números apurados correspondam a vontade dos filiados no dia 10 de novembro.
Se tivermos êxito no cumprimento destas quatro tarefas, poderemos garantir a presença da esquerda petista nas direções partidárias, inclusive na composição da próxima Comissão Executiva Nacional do Partido.
Esta presença está, hoje, ameaçada. E isto não constitui um problema apenas para os setores que integram a chamada esquerda petista.
A pluralidade é importante para o PT. A história recente do Partido já mostrou os riscos que corremos, quando uma única chapa ou posição alcança maioria absoluta.
Se tivermos êxito no cumprimento daquelas quatro tarefas, também poderemos viabilizar um segundo turno na disputa das presidências do Partido.
Tanto em âmbito nacional, quanto em importantes estados e municípios, os grupos majoritários do Partido querem evitar que ocorra um segundo turno. E o preço disto inclui, em vários casos, eleger para a presidência partidária pessoas que vem evitando tomar posição sobre questões essenciais para o presente e para o futuro do PT.
Garantir o segundo turno é garantir que os filiados e filiadas saibam quais as posições de quem presidirá o Partido nos próximos quatro anos.
Finalmente: ao longo destes próximos 30 dias, devemos intensificar a propaganda das posições de “A esperança é vermelha”.
O PT precisa de autonomia financeira: um partido de trabalhadores não pode depender de recursos do empresariado. Comunicação de massas, com web, TV, rádio e imprensa todo dia. Formação política para nossa militância. Reforçar vínculos com a juventude, a classe trabalhadora, movimentos sociais, mulheres, negros, indígenas, movimento ambientalista e lgbt. Direções que defendam as posições do PT, nas ruas e urnas, nos parlamentos e governos. Que lembrem que Partido é partido, governo é governo. E que ninguém, nenhuma liderança, nem mesmo o Lula e a Dilma, pode desrespeitar as decisões adotadas pela base.
O PT precisa de outra estratégia. A estratégia adotada em 1995 não dá conta dos desafios que vivemos neste Brasil de 2013. Precisamos de uma nova estratégia, para um Brasil que clama por reformas estruturais, uma América Latina que precisa de integração regional, um mundo em crise cuja solução está no socialismo. Uma estratégia que dê ênfase à governabilidade social, que compreenda que vivemos num momento de fortes conflitos com o grande Capital, com as direitas e com o imperialismo, e que para isso precisamos de aliados de verdade, não de aliados que se comportam e votam como inimigos.
O PT precisa reeleger Dilma, para fazer um segundo mandato melhor do que o atual. Um mandato marcado pelas reformas estruturais: uma reforma política profunda, Assembleia Constituinte, Lei da Mídia Democrática, reforma tributária progressiva, reforma agrária e urbana, jornada de 40 horas, mais qualidade e financiamento das políticas públicas de transporte, de saúde, de educação, de cultura etc. Este é o programa para reeleger Dilma, manter os atuais governos e eleger novos, ampliar nossa bancada no Congresso e nas assembleias legislativas. É com base nesse programa que reafirmaremos nossa aliança com a grande maioria do povo, a juventude, a classe trabalhadora que pode mudar nosso país.
É para estas posições que pedimos seu voto e seu empenho militante, especialmente nestes próximos trinta dias.
Valter Pomar, candidato à presidência nacional do PT em nome da chapa “A esperança é vermelha”.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
PED
Valter Pomar 120, candidato a presidente nacional: “Defendemos uma estratégia democrática, popular e socialista para que o PT seja o partido do futuro e não apenas um partido que tem um grande passado pela frente, do qual nos orgulhamos”.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Nota sobre a "compra de votos"
O Globo divulgou, na sua edição de 5 de setembro, matéria de capa intitulada "Compra de votos abre crise no PT".
Como é habitual nos textos da grande imprensa sobre o PT, a matéria do Globo comete várias incorreções, motivo pelo qual considero necessário esclarecer o seguinte:
1.O regulamento do PED e o estatuto do Partido estabelecem duas alternativas: o pagamento individual da contribuição financeira e o pagamento coletivo (novidade introduzida pelo IV Congresso do PT).
2.O pagamento coletivo só poderia ser feito a partir do dia 1 de setembro e deveria obedecer a um conjunto de regras, entre as quais a realização de uma atividade para arrecadar os recursos e o pagamento do total dos filiados em débito da instância respectiva.
3.A realização de uma atividade de arrecadação, convocada e divulgada publicamente, visa evitar a utilização de recursos externos ao Partido e de origem incerta. O pagamento do conjunto dos filiados visa garantir que todos os filiados, e não apenas os vinculados a esta ou aquela posição, sejam beneficiados pelo pagamento coletivo.
4.Existem inúmeros indícios de que, já antes de 1 de setembro, houve pagamento coletivo, disfarçado de pagamento individual.
5.Um destes indícios é percebido quando se analisa a evolução das cotizações, dia a dia, em várias cidades do país. Há dias em que o número de pagamentos salta de dezenas para milhares. Quanto estes dias não são de pagamento de salários, nem são os dias para os quais os boletos bancários (de pagamento das contribuições) foram datados, está aí um forte indício de que alguém pagou coletivamente grande número de filiados. Nestes casos, uma análise do extrato bancário é suficiente para determinar, com grande nível de certeza, se houve ou não pagamento coletivo.
6.Outro indício de pagamento coletivo é percebido quando se constata a existência de pessoas mortas, na lista do que teriam cotizado. Salvo na hipótese de homônimos, a presença de mortos na lista de cotizados indica que alguém fez um pagamento coletivo em massa. Um terceiro indício é a existência de pagamento em duplicidade, apontando que diferentes grupos políticos resolveram quitar simultaneamente as dívidas das mesmas pessoas.
7.Entretanto, o indício mais forte de que houve pagamento coletivo em massa é que isto é falado abertamente, no Partido. E falado por integrantes dos mais variados setores. Infelizmente, ao contrário do que diz a matéria, não é um único setor, nem uma única candidatura, que será supostamente beneficiada por este expediente.
8.Digo infelizmente, porque se fosse uma prática de um único setor, seria de fácil correção. Digo supostamente beneficiada, porque o instituto do pagamento coletivo é negativo para o conjunto do PT. A contribuição financeira individual para com o Partido é um ato político da maior importância. Um partido onde grande número de filiados não contribui pessoal e individualmente, tendo sua contribuição paga por terceiros, é um partido estruturalmente débil.
9.A cotização coletiva, feita irregularmente, disfarçada de cotização individual, não constitui "compra de votos". A compra de votos supõe que alguém comprou e alguém vendeu. Já na cotização coletiva em massa, parte dos filiados simplesmente desconhece que foi paga sua dívida para com o Partido.
10.O ideal é que todos os 1 milhão e 700 mil filiados ao PT estivessem em dia para votar dias 10 e 24 de novembro. O ideal, aliás, é que tivéssemos 10 milhões de filiados. Que 800 mil filiados possam votar é algo positivo. O que não é positivo, o que não é honesto para com o próprio PT, é fechar os olhos para a existência de problemas, cuja escala exata desconhecemos, mas que tudo indica ser expressiva.
11.Por isto, a chapa "A esperança é vermelha" optou por apresentar recursos, sobre casos concretos, à Comissão de Organização Eleitoral. Até o momento, já foram entregues três recursos. Um deles diz respeito a fortíssima suspeita de que três pessoas mortas fazem parte da lista de cotizados em uma cidade de Minas Gerais. Outros dois dizem respeito à indícios de que houve cotização em massa em duas cidades do Espírito Santo. Pretendemos apresentar novos recursos, até o dia 9 de setembro, quando se reúne a Comissão de Organização Eleitoral. Da nossa parte, no que está ao nosso alcance, buscamos desta forma corrigir os problemas existentes. Bom será que todos os setores do Partido, a começar pelos que deflagraram esta polêmica pública, atuem da mesma maneira.
12.Que a grande imprensa busque desgastar o PT, faz parte. Que setores do Partido utilizem estes episódios como argumento no debate interno e público, também faz parte, gostemos ou não do momento, da forma e do meio. O que não pode fazer parte, em hipótese alguma, é tapar os olhos para o fato de que determinado tipo de expediente -entre eles a cotização em massa-- não ajuda a fortalecer o Partido dos Trabalhadores.
13.Desde a convocação do PED, temos nos oposto a idéia segundo a qual o sucesso do processo dependerá em grande medida do número de votantes. Para nós, o sucesso do PED dependerá essencialmente das resoluções que propicie, no sentido de mudar o funcionamento e a estratégia do PT, bem como ajudar na reeleição de Dilma, uma reeleição que nos permita fazer um segundo mandato superior ao atual, um segundo mandato que seja marcado pelas reformas estruturais de que o Brasil tanto precisa.
Valter Pomar
5 de setembro de 2013
Como é habitual nos textos da grande imprensa sobre o PT, a matéria do Globo comete várias incorreções, motivo pelo qual considero necessário esclarecer o seguinte:
1.O regulamento do PED e o estatuto do Partido estabelecem duas alternativas: o pagamento individual da contribuição financeira e o pagamento coletivo (novidade introduzida pelo IV Congresso do PT).
2.O pagamento coletivo só poderia ser feito a partir do dia 1 de setembro e deveria obedecer a um conjunto de regras, entre as quais a realização de uma atividade para arrecadar os recursos e o pagamento do total dos filiados em débito da instância respectiva.
3.A realização de uma atividade de arrecadação, convocada e divulgada publicamente, visa evitar a utilização de recursos externos ao Partido e de origem incerta. O pagamento do conjunto dos filiados visa garantir que todos os filiados, e não apenas os vinculados a esta ou aquela posição, sejam beneficiados pelo pagamento coletivo.
4.Existem inúmeros indícios de que, já antes de 1 de setembro, houve pagamento coletivo, disfarçado de pagamento individual.
5.Um destes indícios é percebido quando se analisa a evolução das cotizações, dia a dia, em várias cidades do país. Há dias em que o número de pagamentos salta de dezenas para milhares. Quanto estes dias não são de pagamento de salários, nem são os dias para os quais os boletos bancários (de pagamento das contribuições) foram datados, está aí um forte indício de que alguém pagou coletivamente grande número de filiados. Nestes casos, uma análise do extrato bancário é suficiente para determinar, com grande nível de certeza, se houve ou não pagamento coletivo.
6.Outro indício de pagamento coletivo é percebido quando se constata a existência de pessoas mortas, na lista do que teriam cotizado. Salvo na hipótese de homônimos, a presença de mortos na lista de cotizados indica que alguém fez um pagamento coletivo em massa. Um terceiro indício é a existência de pagamento em duplicidade, apontando que diferentes grupos políticos resolveram quitar simultaneamente as dívidas das mesmas pessoas.
7.Entretanto, o indício mais forte de que houve pagamento coletivo em massa é que isto é falado abertamente, no Partido. E falado por integrantes dos mais variados setores. Infelizmente, ao contrário do que diz a matéria, não é um único setor, nem uma única candidatura, que será supostamente beneficiada por este expediente.
8.Digo infelizmente, porque se fosse uma prática de um único setor, seria de fácil correção. Digo supostamente beneficiada, porque o instituto do pagamento coletivo é negativo para o conjunto do PT. A contribuição financeira individual para com o Partido é um ato político da maior importância. Um partido onde grande número de filiados não contribui pessoal e individualmente, tendo sua contribuição paga por terceiros, é um partido estruturalmente débil.
9.A cotização coletiva, feita irregularmente, disfarçada de cotização individual, não constitui "compra de votos". A compra de votos supõe que alguém comprou e alguém vendeu. Já na cotização coletiva em massa, parte dos filiados simplesmente desconhece que foi paga sua dívida para com o Partido.
10.O ideal é que todos os 1 milhão e 700 mil filiados ao PT estivessem em dia para votar dias 10 e 24 de novembro. O ideal, aliás, é que tivéssemos 10 milhões de filiados. Que 800 mil filiados possam votar é algo positivo. O que não é positivo, o que não é honesto para com o próprio PT, é fechar os olhos para a existência de problemas, cuja escala exata desconhecemos, mas que tudo indica ser expressiva.
11.Por isto, a chapa "A esperança é vermelha" optou por apresentar recursos, sobre casos concretos, à Comissão de Organização Eleitoral. Até o momento, já foram entregues três recursos. Um deles diz respeito a fortíssima suspeita de que três pessoas mortas fazem parte da lista de cotizados em uma cidade de Minas Gerais. Outros dois dizem respeito à indícios de que houve cotização em massa em duas cidades do Espírito Santo. Pretendemos apresentar novos recursos, até o dia 9 de setembro, quando se reúne a Comissão de Organização Eleitoral. Da nossa parte, no que está ao nosso alcance, buscamos desta forma corrigir os problemas existentes. Bom será que todos os setores do Partido, a começar pelos que deflagraram esta polêmica pública, atuem da mesma maneira.
12.Que a grande imprensa busque desgastar o PT, faz parte. Que setores do Partido utilizem estes episódios como argumento no debate interno e público, também faz parte, gostemos ou não do momento, da forma e do meio. O que não pode fazer parte, em hipótese alguma, é tapar os olhos para o fato de que determinado tipo de expediente -entre eles a cotização em massa-- não ajuda a fortalecer o Partido dos Trabalhadores.
13.Desde a convocação do PED, temos nos oposto a idéia segundo a qual o sucesso do processo dependerá em grande medida do número de votantes. Para nós, o sucesso do PED dependerá essencialmente das resoluções que propicie, no sentido de mudar o funcionamento e a estratégia do PT, bem como ajudar na reeleição de Dilma, uma reeleição que nos permita fazer um segundo mandato superior ao atual, um segundo mandato que seja marcado pelas reformas estruturais de que o Brasil tanto precisa.
Valter Pomar
5 de setembro de 2013
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Nota do PT sobre a situação na Síria
O Partido dos Trabalhadores acompanha com crescente apreensão a situação na Síria.
Desde o início dos conflitos naquele país, a nossa posição é de que cabe unicamente ao povo sírio encontrar uma solução pacífica e política para as suas diferenças.
O PT condena com total veemência qualquer forma de violência contra civis e rechaça qualquer tipo de ingerência externa.
Há exemplos recentes confirmando que ações militares patrocinadas por potências estrangeiras não ajudam a paz, a democracia e o bem estar, causando mais destruição e perda de vidas humanas.
O PT reitera sua opinião favorável à democratização do sistema ONU, inclusive a ampliação do chamado Conselho de Segurança (CS). E apoiamos a posição manifesta pelo governo brasileiro, acerca da ilegalidade de toda e qualquer intervenção sem autorização expressa do CS.
Por fim, defendemos a investigação completa do atentado cometido, ao que tudo indica, com armas químicas. E repudiamos a tentativa, já vista no caso do Iraque, há vários anos, de forjar pretextos para ações unilaterais.
A paz está sob ameaça. O PT estará presente e se solidariza com todas as atividades em defesa da paz mundial.
Rui Falcão, presidente nacional do PT
Iriny Lopes, secretária de relações internacionais
Valter Pomar, secretário executivo do Foro de Sâo Paulo
Desde o início dos conflitos naquele país, a nossa posição é de que cabe unicamente ao povo sírio encontrar uma solução pacífica e política para as suas diferenças.
O PT condena com total veemência qualquer forma de violência contra civis e rechaça qualquer tipo de ingerência externa.
Há exemplos recentes confirmando que ações militares patrocinadas por potências estrangeiras não ajudam a paz, a democracia e o bem estar, causando mais destruição e perda de vidas humanas.
O PT reitera sua opinião favorável à democratização do sistema ONU, inclusive a ampliação do chamado Conselho de Segurança (CS). E apoiamos a posição manifesta pelo governo brasileiro, acerca da ilegalidade de toda e qualquer intervenção sem autorização expressa do CS.
Por fim, defendemos a investigação completa do atentado cometido, ao que tudo indica, com armas químicas. E repudiamos a tentativa, já vista no caso do Iraque, há vários anos, de forjar pretextos para ações unilaterais.
A paz está sob ameaça. O PT estará presente e se solidariza com todas as atividades em defesa da paz mundial.
Rui Falcão, presidente nacional do PT
Iriny Lopes, secretária de relações internacionais
Valter Pomar, secretário executivo do Foro de Sâo Paulo
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Dia Nacional de Mobilização e Paralisação
A CUT e outras centrais sindicais estão convocando no dia 30 de agosto de 2013, o Dia Nacional de Mobilização e Paralização, a pauta deste dia inclui, entre outros pontos:
*O Fim do Fator Previdenciário;
*A Redução da Jornada de Trabalho para 40 horas;
*Combate ao Projeto de Lei 4330, da terceirização (link para matéria aqui)
*O Fim do Fator Previdenciário;
*A Redução da Jornada de Trabalho para 40 horas;
*Combate ao Projeto de Lei 4330, da terceirização (link para matéria aqui)
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Principais propostas da chapa A Esperança É Vermelha 220
Chapa: A Esperança é Vermelha 220
Candidato a Presidente Nacional do PT: Valter Pomar 120
Para construir as reformas estruturais que o Brasil necessita, vamos atualizar o programa e a estratégia democrático-popular e socialista.
Para derrotar a direita nas ruas e nas urnas, vamos articular ação institucional, construção partidária, luta social, comunicação e cultura.
Para que o segundo governo Dilma seja melhor, vamos conquistar a reforma política, derrotar o oligopólio da comunicação e organizar o povo.
Para garantir mais saúde e educação, meio ambiente e direitos sociais, reforma agrária e urbana, vamos taxar as grandes fortunas do país.
Para alianças sem oportunismo nem fisiologismo, vamos exigir como condição o apoio dos aliados às reformas estruturais que o Brasil precisa.
Candidato a Presidente Nacional do PT: Valter Pomar 120
Para construir as reformas estruturais que o Brasil necessita, vamos atualizar o programa e a estratégia democrático-popular e socialista.
Para derrotar a direita nas ruas e nas urnas, vamos articular ação institucional, construção partidária, luta social, comunicação e cultura.
Para que o segundo governo Dilma seja melhor, vamos conquistar a reforma política, derrotar o oligopólio da comunicação e organizar o povo.
Para garantir mais saúde e educação, meio ambiente e direitos sociais, reforma agrária e urbana, vamos taxar as grandes fortunas do país.
Para alianças sem oportunismo nem fisiologismo, vamos exigir como condição o apoio dos aliados às reformas estruturais que o Brasil precisa.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Debate entre os candidatos a Presidente Nacional do PT
O PT vai realizar o primeiro debate na internet entre os candidatos a presidente nacional no próximo dia 26 de agosto.
O debate vai reunir os seis candidatos à presidência do Partido em São Paulo, às 11 horas.
O debate será transmitido ao vivo e também ficará à disposição no portal do PT para ser assistido sob demanda.
São candidatos ao cargo de presidente nacional: Markus Sokol, Paulo Teixeira, Renato Simões, Rui Falcão, Serge Goulart e Valter Pomar. Este será o primeiro de uma série de debates nacionais a serem realizados nos estados e que sempre serão transmitidos on line.
Será possível escolher temas, através da internet, para os candidatos debaterem:
Para escolher um tema, responda a enquete em https://apps.facebook.com/minhas-enquetes/ndumm
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Política Externa Brasileira: Um diálogo com partidos do Foro de São Paulo
Ricardo Alemão Abreu, Secretaria de Relações Internacionais/ PCdoB, Valter Pomar, secretário executivo do Foro de São Paulo e membro do Diretório Nacional do PT e coordenação de Gilberto Maringoni, professor adjunto de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC).
Muito trabalho pela frente
O
XIX Encontro do Foro de São Paulo ocorre num cenário marcado pela
combinação entre a crise internacional, a contraofensiva da direita e o
esgotamento do “padrão" que caracterizou a primeira etapa do ciclo
progressista e de esquerda, das eleições de Chávez e Lula (1998-2002) à
eclosão da crise internacional e à posse de Obama (2008) - See more at:
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O XIX Encontro do Foro de São Paulo ocorre num cenário marcado pela combinação entre a crise internacional, a contraofensiva da direita e o esgotamento do “padrão" que caracterizou a primeira etapa do ciclo progressista e de esquerda, das eleições de Chávez e Lula (1998-2002) à eclosão da crise internacional e à posse de Obama (2008)
Entre os dias 29 de julho e 4 de agosto de 2013, a capital paulistana recebeu o XIX Encontro do Foro de São Paulo, para debater como aprofundar as mudanças e como acelerar a integração na região latino-americana e caribenha. Antes, o Brasil já recebera o Foro em três ocasiões: 1990, 1997 e 2005.
O XIX Encontro foi organizado por partidos brasileiros que integram o Foro de São Paulo: o Partido dos Trabalhadores, o PCdoB, o PSB, o PDT, o PPL e o PCB.
Este foi o primeiro realizado depois da morte do presidente venezuelano Hugo Chávez e da eleição de seu sucessor, Nicolas Maduro. Dois episódios que deixaram claro, para os que resistiam a perceber e reconhecer, que estamos em uma nova etapa política na região, marcada principalmente pela contraofensiva da direita local, apoiada por seus aliados nos Estados Unidos e na Europa.
Para derrotar essa contraofensiva da direita, não bastam medidas táticas: é necessário, também, um salto de qualidade no processo de mudanças em cada país e no próprio processo de integração regional.
Isso se faz preciso e urgente porque, além da contraofensiva, vivemos o esgotamento do "padrão" que caracterizou a primeira etapa do ciclo progressista e de esquerda, que se estendeu das eleições de Chávez e Lula (1998-2002) à eclosão da crise internacional e à posse de Obama (2008).
A partir de então, entramos em outra etapa, na qual estamos hoje, marcada exatamente pela combinação entre a crise internacional, a contraofensiva da direita e o esgotamento daquele “padrão", que basicamente consiste em redirecionar também para os setores populares a renda e a riqueza geradas em nossas sociedades.
Esse redirecionamento foi possível fazer, por algum tempo e com algum nível de êxito, como demonstra a comparação entre os indicadores dessa etapa vis-à-vis o período neoliberal antecedente, em qualquer dos países governados pelas forças progressistas e de esquerda.
Ocorre que a organização política, social e econômica capitalista hegemônica em nossa região não permite – especialmente num contexto de crise internacional – a ampliação continuada da igualdade, da democracia, da soberania e da integração regional.
É por isso que, à medida que o tempo passa, tende a diminuir o ritmo das mudanças, reafirmando-se as determinantes do status quo: a dependência, a democracia restrita e a desigualdade. A crise internacional não causou, mas certamente acelerou essa tendência.
É também por isso que devemos falar da necessidade urgente de realizar reformas estruturais em nossas sociedades, que nos permitam ampliar qualitativa e rapidamente a produtividade social, o bem-estar, a democracia política e a integração regional. E a “sustentabilidade” dessas reformas estruturais depende, em boa medida, da integração regional.
O XIX Encontro ocorreu logo em seguida à visita do papa Francisco ao Brasil. Os governantes da região comemoraram um papa de nacionalidade argentina. E setores da esquerda regional chegam a alimentar expectativas positivas, o que é compreensível se lembrarmos do pontífice anterior.
Mas há, de outro lado, setores muito preocupados, por três motivos: primeiro, devido a versões acerca do que ocorreu na época da ditadura militar argentina; segundo, devido ao papel jogado por outro papa no combate ao socialismo, tal como existia no Leste Europeu; terceiro, devido à crescente influência dos conservadores no interior da igreja católica. Reforçando esses motivos, vale lembrar o papel da democracia cristã no pós-Segunda Guerra, para neutralizar e combater a esquerda socialdemocrata e comunista em vários países europeus.
Durante o XIX Encontro, também foi muito discutido o processo de mobilização social ocorrido no Brasil no mês de junho, seus impactos presentes e futuros. Havia uma grande curiosidade a respeito, especialmente por parte daqueles que ainda analisam a política regional em termos de "duas esquerdas".
Vale dizer que um dos ensinamentos que se pode extrair das mobilizações de junho é que a direita brasileira, como a venezuelana, disputa a mídia, as urnas e agora também as ruas conosco. E que as esquerdas, apesar das diferenças existentes entre os vários países da região, enfrentam alguns dilemas muito semelhantes.
Sobre a integração regional, ficou claro mais uma vez tratar-se de um processo em disputa. Primeiro, contra o imperialismo, que deseja uma integração subalterna às metrópoles, como no projeto da Alca. Segundo, contra a grande burguesia, que deseja uma integração focada nos mercados e no lucro de curto prazo, o que aprofundaria as disparidades regionais e sociais, que por sua vez acabariam nos levando a uma integração subalterna aos gringos. Terceiro, existe ainda a disputa, no campo progressista e de esquerda, entre diferentes ritmos e vias de desenvolvimento e integração. Um de nossos desafios é, precisamente, evitar que essas diferenças se convertam em antagonismos – o que até agora temos conseguido.
A integração é, portanto, um processo “a quente”, no curso do qual a esquerda precisa operar, simultaneamente, no plano político, econômico e cultural. Para isso, os governos são fundamentais mas insuficientes. Os partidos, assim como os movimentos sociais e o mundo da cultura, são essenciais.
Outro dos desafios da integração, para além daqueles provocados pelo imperialismo estadunidense e europeu, pelos governos de direita e pelas burguesias locais, é a relação com a China, especialmente neste momento de inflexão em direção ao seu mercado interno.
Essa inflexão pode ter vários efeitos colaterais, entre os quais nos fazer voltar ao "estado normal" de economias dependentes, vítimas de desigualdade crescente nos termos de troca entre produtos de baixo e de alto valor agregado. Risco ao qual devemos responder, não reforçando o reclamo anti-China estimulado pelas “viúvas” dos EUA, mas optando para valer por um ciclo de desenvolvimento econômico regional, impulsionado pelo Estado e baseado na ampliação de infraestruturas, políticas universais e capacidade de consumo – caminho para o que já foi dito antes: a ampliação qualitativa, rápida e “sustentável” da produtividade social, do bem-estar, da democracia política e da integração regional.
Observando no conjunto a situação, constata-se um acirramento da luta de classes na região, um acirramento no conflito entre alguns países da região, bem como um acirramento de nossa relação com as potências imperialistas.
O que foi descrito até agora tem como pano de fundo o deslocamento do centro geopolítico do mundo, do Ocidente em direção ao Oriente, o declínio da hegemonia dos Estados Unidos e a crise internacional do capitalismo.
Trata-se de processos em curso, de desfecho incerto e passíveis de reversão em favor das classes sociais e dos Estados que hegemonizaram o mundo no período neoliberal.
Independentemente do desfecho, as três variáveis citadas criam um ambiente de instabilidade e crises – sociais, políticas e militares. O que conduz à formação de blocos regionais, inclusive enquanto instrumentos de proteção.
Esse é, precisamente, o divisor de águas no continente americano: o conflito entre dois grandes projetos de integração regional. De um lado o projeto de integração subordinada aos Estados Unidos, simbolizado pela Área de Livre Comércio das Américas (Alca), de outro o projeto de integração autônoma, simbolizado pela Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
O projeto de integração autônomo não é, em si, socialista. Mas a integração é uma condição fundamental para o sucesso econômico e político de uma transição socialista. Permite limitar as ações que o imperialismo e as classes dominantes de cada país promovem, de maneira permanente, contra a esquerda latino-americana.
A integração, por outro lado, cria a “economia de escala” e a “sinergia” indispensáveis para superar as limitações materiais, produtivas, econômicas, que dificultam a transição socialista em cada país da região.
Desde 1998, as forças favoráveis a uma integração autônoma conquistaram eleições em importantes países da região. Mas a partir de 2008, como já dissemos, começou uma contraofensiva das forças favoráveis à integração subordinada aos Estados Unidos. Hoje vivemos uma situação de “equilíbrio relativo” entre os dois projetos de integração.
Politicamente, uma situação de equilíbrio relativo pode ser favorável às forças da esquerda. Mas, historicamente, tende a favorecer as forças que representam o status quo, pois o equilíbrio significa a continuidade da ordem hegemônica, que em nosso caso ainda é capitalista, dependente e neoliberal. Nesse sentido, é fundamental buscar caminhos para seguir avançando.
É para isso que apontam as resoluções do XIX Encontro, quando falam em aprofundar as mudanças e acelerar a integração; ou quando falamos em buscar vitórias no ciclo eleitoral que começa em novembro de 2013 (Chile e Honduras) e prossegue até dezembro de 2014 (Bolívia); ou, ainda, quando falamos de fortalecer as lutas sociais, os partidos de esquerda e os governos progressistas da região.
Entretanto, para seguir avançando há que derrotar obstáculos poderosos. Vários deles foram objeto de discussão e deliberação pelo XIX Encontro, cujas resoluções, Declaração Final e Documento-Base devem ser estudados com atenção.
Mas há um obstáculo que não foi adequadamente debatido, a saber, nosso déficit teórico em pelo menos três grandes temas: o balanço das tentativas de construção do socialismo no século 20, a análise do capitalismo no século 21 e a estratégia socialista, na América Latina de hoje.
Quando falamos em déficit teórico nos referimos simultaneamente à necessidade de superar interpretações equivocadas e à de construir interpretações novas, que sirvam como núcleo central de uma cultura socialista de massas para este século 21.
O imaginário da esquerda latino-americana é ainda fortemente influenciado por paradigmas que certamente contribuíram muito para que chegássemos até aqui, mas ao mesmo tempo criam algumas dificuldades quando se trata de enfrentar os desafios presentes e futuros.
Ainda é muito forte, entre nós, a influência de paradigmas oriundos do idealismo religioso, seja na versão cristã, seja na versão “pachamâmica”. Influências que levam muitos a confundir marxismo com “machismo”, como se a certamente indispensável dose de “sacrifício” e “valentia” fosse suficiente para superar qualquer obstáculo.
Outras fortes influências são o movimentismo e o paradigma revolucionário representado pela heroica Cuba de 1953-1959, em boa medida representada na figura do Che. E há ainda uma fortíssima, tanto do nacional-desenvolvimentismo (base para a defesa de “alianças estratégicas” com setores da burguesia) quanto do socialismo de Estado (fonte de muitas das dificuldades para entender o papel do mercado na transição socialista).
A formação de uma cultura socialista de massas, bem como a construção de um programa e de uma estratégia adequados ao período histórico que vivemos, exigirá superar (no sentido dialético do termo, o que implica também preservar num patamar distinto) essas influências.
Nessa tarefa, será muito útil estudar duas experiências históricas e o debate travado a partir delas: o cercano Chile da Unidade Popular (1970-1973) e a lejana China das reformas (1978-2013).
Afinal, na América Latina e Caribe de hoje vivemos, no fundamental, experiências nas quais não se tomou o poder revolucionariamente; onde se está tentando construir um novo poder por meio de uma complexa guerra de posições; onde é fundamental impulsionar o desenvolvimento produtivo; mas onde também é fundamental definir a natureza desse desenvolvimento e qual o papel que o capitalismo pode e deve jogar nele.
Especificamente no caso do Chile, o aniversário dos 40 anos do golpe de Estado será uma oportunidade ímpar para discutir os caminhos para a construção do “poder popular” e da “área de propriedade social”, propostas pela Unidade Popular, que constituem temas atuais para as esquerdas agrupadas no Foro de São Paulo.
Valter Pomar é membro do Diretório Nacional do PT e secretário-executivo do Foro de São Paulo
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Lançamento da Candidatura de Valter Pomar a presidência do PT em Natal/RN
No dia 9 de agosto, sexta-feira, ás 19, no Sindicato dos Eletricitários RN (SINTERN), na Rua Gonçalves Ledo, próximo a COSERN, o companheiro Valter Pomar estará em Natal apresentando sua candidatura a presidência nacional do Partido dos Trabalhadores. Na ocasião também apresentará a tese da chapa A Esperança É Vermelha.
Militante da Articulação de Esquerda e forjado nos ideais marxista, socialista e revolucionário, Valter atualmente é membro do Diretório Nacional do PT e Secretário Executivo do Foro de São Paulo.
Filiado ao partido desde os anos 1980, ocupou a terceira vice-presidência nacional do PT entre 1997 e 2005. Entre 2005 e 2009 foi secretário de Relações Internacionais. Também foi secretário de Cultura de Campinas, entre 2001 e 2004.
A eleição de Valter Pomar significará que o partido quer continuar se construindo como um partido socialista, democrático e revolucionário, que visa a construção de uma estratégia que consiga transformar radicalmente a sociedade brasileira.
Os acontecimentos nos últimos dias demonstram que estamos vivendo uma nova conjuntura que exige uma nova estratégia para o partido. Para que o partido possa enfrentar os desafios postos precisa de um novo tipo de funcionamento e organização. Isto exige mais capacidade dirigente, mais formação política, comunicação de massas, autossustentação financeira e maiores mecanismos de democracia interna.
Este é um conjunto de temas que a Articulação de Esquerda, através da candidatura de Valter Pomar e da chapa A Esperança É Vermelha estar e continuará debatendo no PED 2013.
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terça-feira, 16 de julho de 2013
Valter Pomar fala sobre a Reforma Política
Propostas do PT para a Reforma Política
Reforma Política - Financiamento Público
Reforma Política - Voto em lista
Reforma Política - Coligações Partidárias
Reforma Política - Constituinte Exclusiva
Reforma Política - Democratização do sistema eleitoral
Reforma Política - Financiamento Público
Reforma Política - Voto em lista
Reforma Política - Coligações Partidárias
Reforma Política - Constituinte Exclusiva
Reforma Política - Democratização do sistema eleitoral
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