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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

4º Curso de Formação da AE-RN

A Articulação de Esquerda – AE, tendência interna do PT, realizará o seu 4º Curso de Formação Política nos dias 22 e 23 de fevereiro de 2014, na cidade de Mossoró.

A coordenação geral da jornada é dos companheiros José Barbosa de Assis (barbosa.assis@bol.com.br) e José Gilderlei Soares (jgilderlei@hotmail.com).

Objetivos:
1. Integrar os militantes da AE/RN, destacando a dimensão educativa de sua ação militante;
2. Refletir sobre a dinâmica da realidade e seus processos de transformação;
3. Resgatar e discutir a trajetória e o significado do PT, da AE e dos Movimentos Sociais Populares na realidade brasileira;
4. Aprofundar o sentido e os instrumentos da formação, como parte integrante da nossa militância.

Programação:
22 de fevereiro (sábado)
09h00min–Acolhimento e dinâmica de apresentação.
10h00min -História da luta pelo socialismo no Brasil
Facilitador: José Gilderlei Soares
12h00min - Almoço
14h00min - História do PT
Facilitador: José Barbosa de Assis
16h00min - Intervalo
16h30min – História da AE 18h00min – ENCERRAMENTO DO PRIMEIRO DIA

23 de fevereiro (domingo)
09h00min - Estudo de resoluções da AE
Facilitador: José Gilderlei Soares
12h00min –ENCERRAMENTO DO CURSO

LOCAL: sede do SECOM situada na Rua Jerônimo Rosado, 313 – Centro, Mossoró/RN

sábado, 14 de dezembro de 2013

12ª Jornada de Formação Política da AE

EM BREVE ABERTURA DAS INSCRIÇÕES

Logo XII Jornada Formacao AEPor Licio Lobo

No período de 25 de janeiro a 2 de fevereiro de 2014, o estado do Espirito Santo vai sediar a 12ª Jornada Nacional de Formação Politica da Articulação de Esquerda, recepcionando militantes da corrente de todo país e aberta a toda militância petista interessada.

Esta jornada é parte do esforço sistemático que a AE vem realizando há alguns anos no sentido de oferecer à sua militância espaços de formação politica conectados ao nosso esforço para dialogar com toda militância petista tendo em vista os enormes desafios teóricos e práticos que estão colocados para todo o Partido.

Neste aspecto, o ano de 2014 será fundamental. Um ano em que enfrentaremos mais uma vez uma eleição presidencial, num quadro em que o PED 2013 evidenciou os enormes impasses estratégicos que vem se acumulando nos últimos anos para o PT, que se revelam em dilemas táticos e problemas organizativos de toda ordem.

Frente a esta situação, a AE se constrói enquanto corrente interna que reivindica a necessidade de mudanças de largo curso em nosso partido. Para isto, a tarefa da reflexão e da elaboração politica coletiva é imprescindível.

Nesta edição da jornada serão oferecidas várias opções de cursos que dialogam com esta necessidade.

As grades dos cursos oferecidos estão detalhadas no sitio do jornal Página 13 (www.pagina13.org.br), onde também podem ser efetuadas as inscrições e obtidas informações sobre o local do curso e taxa de inscrição.

Resumidamente, serão oferecidos os seguintes cursos:

1)      Estudo das resoluções da AE (socialismo, estratégia, bloco histórico, juventude, mulheres, história do Brasil, história do PT e da AE, história dos governos Lula e Dilma, história da luta pelo socialismo – período 1848/1917, revolução russa, revolução chinesa, revolução cubana, unidade popular no Chile, situação atual), conforme grade abaixo.

2)      Lutas de Massas e Socialismo, com as seguintes opções: 2A – Mulheres 2B – Juventude 2C – Sindical 2D – Combate ao Rascismo 2E – LGBT 2F – Questão Agrária 2G – Questão Ambiental 2H – Questão Urbana 2I – Saúde

3)      Planejamento e Propaganda Eleitorais Abaixo, segue a grade do curso 1, que será realizado com qualquer quórum. No caso de cada uma das opções do curso 2 (2A a 2I) e do curso 3, a sua realização está condicionada ao quórum mínimo de 15 inscrições realizadas até o dia 31/12/2013).

É importante que as direções estaduais e municipais da AE de todo pais se mobilizem para enviar o máximo de militantes à 12ª Jornada Nacional de Formação da AE. Nos vemos em janeiro, no Espírito Santo!

*Licio Lobo é membro da DNAE

quarta-feira, 12 de junho de 2013

A Articulação de Esquerda – RN cumpre mais uma etapa de Formação

Ao longo de seus quase 20 anos de existência, a Articulação de Esquerda tem colocado entre suas prioridades a Formação política permanente de seus militantes. Também tem defendido que o Partido dos Trabalhadores tenha a formação como prioridade.

E para cumprir mais uma etapa de sua proposta, realizou nos dias 8 e 9 de junho em Natal, seu 3° Curso de Formação Política. O primeiro foi realizado em 2011, o segundo em 2012. Este 3º Curso foi dividido em quatro módulos: O primeiro o tema foi a História da luta pelo Socialismo no Brasil, facilitado por José Barbosa de Assis – Coordenador de Formação Política da AE/RN. O segundo módulo teve como tema a História do PT e da Articulação de Esquerda, facilitado por Gilderlei Soares – Coordenador de Organização da AE/RN e membro da Direção Nacional da AE. No terceiro foi visto As principais resoluções políticas da AE, também facilitado por Gilderlei Soares e no quarto módulo foi feita uma exposição sobre a História do SUS e seus desafios atuais, com o companheiro Leonardo Rodrigues.
Isso parte da concepção que a esquerda, principalmente a esquerda socialista e revolucionária, precisa disputar ideologicamente a sociedade e por isso a necessidade de preparar nossos quadros. 

A AE/RN já está pensando na organização do seu 4° Curso Estadual, que poderá ser no final de 2013 ou início de 2014.

José Barbosa de Assis é coordenador de formação política da AE-RN

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Convite ao 3º Curso de Formação Política da AE-RN

Clique na imagem para ampliar

A Articulação de Esquerda do Rio Grande do Norte tem a satisfação de convidar a todos para o nosso 3º Curso de Formação Política que fará realizar nos dias 08 e 09 de junho de 2013, na sede do PT.

Programação:

08 de Junho
09h - Acolhida com um café da manhã
10h - História da luta pelo socialismo no Brasil (Facilitador José Barbosa de Assis)
12h - Almoço
14h - História do PT e da AE (Facilitador José Gilderlei Soares)
16h - Estudo de resoluções da AE (Facilitador José Gilderlei Soares)
18h - Encerramento
20h - Confraternização

09 de Junho
09h - História do SUS - Desafios da saúde pública no Brasil (Facilitador Leonardo Rodrigues)
11h - Informes
12h - Encerramento

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Texto de Valter Pomar sobre formação escrito a pedido de jornal francês

Em 1989, o Partido dos Trabalhadores quase venceu a eleição para presidente do Brasil. O slogan de nossa campanha era “sem medo de ser feliz”. Mas o medo de ganhar assombrava parte do petismo.

Este medo tinha várias razões de ser. Entre elas, a estrutura do PT, insuficiente tanto em número quanto em capacitação, como evidenciavam nossas dificuldades nas administrações municipais, na construção partidária, nos movimentos sociais e no debate ideológico.

Sem quadros e militantes capacitados, a pretensão de disputar a hegemonia vira ficção. E sem igualdade de acesso à formação e à informação, a democracia interna vira fábula. Razões como estas faziam (e fazem) o trabalho de formação política ganhar dimensão estratégica para o PT.

Data de 1985 a constituição de um Grupo de Trabalho responsável pela realização de diversos tipos de cursos, seminários, palestras e reuniões, visando levantar as necessidades reais do PT em termos de formação. Um marco inicial desse processo foi a realização, em março de 1986, da 1º Plenária Nacional de Formação Política, com a presença de dezesseis estados (o Brasil hoje tem 27 estados).

Outro marco foi a criação, em julho de 1986, do Instituto Cajamar (Inca). O Instituto realizou sua primeira atividade - um seminário sobre participação popular na Constituinte - em dezembro de 1986. A partir de janeiro de 1987, iniciaram-se os cursos de capacitação de quadros intermediários, voltados para dirigentes sindicais, lideranças populares, militantes partidários e monitores de formação política, que atingiram cerca de 2.700 militantes, entre os quais aproximadamente 1.100 enviados diretamente pelo PT. A partir de 1989, passamos também a realizar cursos de formação de formadores. Além de uma infinidade de seminários e debates realizados ao longo de todos estes anos.

Em 1990, o 7º Encontro do PT decidiu “preparar a criação de uma Escola Nacional de Formação”. E, em 1996, foi criada a Fundação Perseu Abramo.

A consolidação de um sistema nacional de formação, que além de formar nossos quadros visava também impulsionar uma atividade permanente de reflexão e elaboração teórica. implicava em enfrentar duas posições simetricamente incorretas: por um lado a rejeição da teoria, que aparecia sob diferentes etiquetas: o empirismo, o basismo, o obreirismo, o economicismo, o praticismo, o culto à ação; por outro lado, a transformação da teoria em doutrina escolástica, em teologia.

Um sistema de formação implicava, também, num debate pedagógico, onde se confrontavam as concepções ditas “bancárias” (em que o conhecimento era “depositado” na cabeça dos educandos) com aquelas oriundas da educação popular e da pedagogia de influência marxista. E o debate pedagógico remetia para a discussão do método, ou seja, do processo de conhecimento, tema desenvolvido pelo documento A política de formação do PT, elaborado em 1988.

Outro aspecto é a multiplicidade de referências teóricas, presentes não apenas na militância, mas também entre os formadores. Dentro e fora do guarda-chuva marxista, há um sem-número de referências políticas, teóricas, metodológicas e pessoais, percebendo-se a influência da escola clássica de formação, desenvolvida pelos comunistas; das experiências de formação sindical e da educação popular e, ainda, uma forte presença da educação tradicional.

Nosso sistema tinha que levar em conta a enorme demanda por formação, que exigia não apenas a capacitação de quadros, mas também o desenvolvimento de uma massiva campanha de formação de base, utilizando intensivamente novos recursos pedagógicos, dando conta de variado público e amplo leque de temas. A diversidade começava pelas características culturais e regionais do Brasil, passa pelos diferentes níveis de militância (filiados, ativistas. quadros intermediários, dirigentes) e áreas de inserção (movimentos sociais, estrutura partidária. frente institucional); incluindo ainda os diferentes graus de compreensão da proposta petista, influenciados pela época e pelas razões que motivaram cada um a se filiar ao PT.

A escola de um partido que se propõe a dirigir o processo de construção da nova sociedade deve abordar questões ideológicas, culturais, morais, éticas, grupais, interpessoais, sexuais e individuais. E debater fenômenos como o individualismo, a corrupção moral, o acomodamento e o mandonismo.

A formação política não é o único meio de combater esses desvios, que exigem vigilância constante e uma profunda democracia - mesmo porque é nos círculos dirigentes que eles se manifestam primeiro e mais fortemente.

Não existe uma vacina definitiva contra esses perigos. É preciso lembrar que eles brotam das condições de vida da nossa sociedade, exigindo de nossa parte um combate permanente, na sociedade e no partido. Estão aí as experiências de certas igrejas para mostrar que a doutrinação ideológica não é um antídoto contra a hipocrisia, a cupidez e o moralismo.

O que você acaba de ler foi, no fundamental, escrito no ano de 1990 e reflete o que fizemos e o que debatemos na década dos 1980. Já na década de 1990, a situação da formação política petista mudou significativamente.

A ofensiva neoliberal, a crise do socialismo, o refluxo dos movimentos sociais e a progressiva concentração da atividade partidária nos processos eleitorais gerou um impacto fortemente negativo sobre o trabalho de formação política.

A lógica e as necessidades de um partido militante são muito distintas daquelas predominantes num partido integrado por filiados-eleitores. O trabalho de formação política foi sendo abandonado ou, quando preservado, assumiu ares de “capacitação”: como governar, como legislar, como explicar quais as nossas políticas públicas.

Assim, da mesma forma como ao longo dos anos 1980 o Partido foi progressivamente dando importância ao trabalho de formação política, nos anos 1990 ocorreu de fato (mas nem sempre de direito) o movimento inverso.