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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

PED 2013 RN: A difícil tarefa de retomar o diálogo interno

Por Bernardo Fonseca

Em Natal, capital do estado, a Articulação de Esquerda apresentou a candidatura do companheiro Gilderlei Soares para presidente do Diretório Municipal, obtendo 40% dos votos enfrentando a estrutura política dos dois vereadores do PT na cidade.

A candidatura de Valter Pomar à presidência nacional do PT foi a segunda mais votada no Rio Grande do Norte, obtendo 21,5% dos votos válidos. Na capital, alcançou 29% dos votos. A nossa chapa ao Diretório Nacional, A Esperança é Vermelha, foi a terceira mais votada com 13% dos votos no Estado. Em Natal, chegamos á 17%.

Para o Diretório estadual, a Articulação de Esquerda apoiou Olavo Ataíde (do Movimento PT) para presidente. Na composição de chapa, além do Movimento PT e Articulação de Esquerda, estiveram conosco a Esquerda Popular e Socialista, Brasil Socialista, Movimento Ação e Identidade Socialista, Campo Democrático e Popular e Coletivo Socialismo ou Barbárie.

Na apuração, esgotado o prazo para as executivas municipais enviarem a documentação (eletrônica ou fisicamente) relativa ao PED, dois dos quatro membros da Comissão Organizadora Estadual (COE) deixaram de computar a votação de cinco municípios onde a candidatura de Olavo Ataíde foi vitoriosa. E divulgaram que Eraldo Paiva teria sido reeleito presidente estadual do PT. A alegação deles é aqueles cinco municípios haviam enviado, na data limite (12 de novembro), os documentos apenas por meio eletrônico. Esta decisão desencadeou uma enxurrada de recursos apresentados ao Diretório Estadual.

Diante da recusa do antigo presidente Eraldo Paiva, de convocar a reunião do Diretório, no dia 20 de novembro, 24 membros do Diretório Estadual protocolaram documento junto à instância, convocando uma reunião extraordinária para as 10h do dia 23 de novembro, cuja pauta seria a apreciação dos recursos.

Na tarde do mesmo dia 20 de novembro, o presidente estadual Eraldo Paiva, resolveu convocar uma reunião da Executiva Estadual para as 14h do dia 22, ou seja, 20 horas antes da reunião já convocada pela instância superior, com a mesma pauta.

Na reunião da executiva, à véspera da reunião do Diretório, é encaminhada a substituição de 9 (nove) membros do Diretório Estadual. A questão é que estas substituições foram encaminhadas sem vacância dos cargos, sem concordância das pessoas que estavam sendo substituídas e sem ter havido reunião da chapa.

Nenhum argumento foi levado em consideração e a Executiva votou e acatou, por maioria, as substituições e em seguida julgou e acatou praticamente todos os recursos da chapa OUSAR LUTAR (uma aliança entra a CNB, a DS e outros grupos locais) e negou todos os recursos da chapa NOVO TEMPO.

Por ordem judicial, motivada por equivocado recurso da parte prejudicada pelo atropelo da exeutiva, houve o cancelamento da reunião do diretório do dia 23. Novamente, 26 dos 47 membros do Diretório convocaram outra reunião para análise e julgamento dos recursos do PED, agora para o dia 28 de novembro, penúltimo dia para julgamento, conforme estabelece o Regulamento do PED.

Enquanto a Executiva analisou os recursos com o claro objetivo de beneficiar a chapa OUSAR LUTAR e o candidato Eraldo Paiva, anulando o PED em 14 municípios, acatando apenas 01 recurso impetrado pela chapa NOVO TEMPO, o Diretório na reunião do dia 28, ao julgar os recursos, anulou apenas 6 municípios, 4 desses atendendo pedido da chapa OUSAR LUTAR e mais a urna do Zonal Norte de Natal.

Após os julgamentos dos recursos pelo Diretório, Olavo Ataíde recebeu 1.931 votos válidos e Eraldo Paiva 1.823 votos válidos. Para o Diretório Estadual, a chapa NOVO TEMPO recebeu 1.837 votos válidos e a chapa OUSAR LUTAR OUSAR VENCER recebeu 1.776 votos válidos. Restaram, assim, anuladas as decisões da reunião da Comissão Executiva Estadual (CEE) do dia 22, por ser o Diretório instância superior à CEE.

A chapa da CNB e DS recorreu à Câmara de Recursos do Diretório Nacional do PT, que por maioria de 5 x 2 nomeou Eraldo Paiva presidente estadual do PT no Rio Grande do Norte.

Vale ressaltar, que o Movimento PT, tendência do candidato Olavo Ataíde, apoiara a candidatura do grupo majoritário para presidente nacional do PT. De prêmio, foi isto que recebeu no Rio Grande do Norte: ganhar, mas não levar.

Bernardo Fonseca é membro da DEAE-RN.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Resolução do Diretório Estadual do PT RN acerca do PED 2013


Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores

Rio Grande do Norte

Resolução Política


O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores, reunido dia 28 de novembro de 2013 por decorrência de convocatória feita em conformidade com os artigos 81 e 109 do Estatuto do PT devidamente protocolada na sede do partido no dia 25 de novembro do ano corrente e com base no julgamento dos recursos realizados na presente reunião, Resolve:

1.Declarar José Olavo Ataíde Filho, candidato da Chapa Novo Tempo, eleito Presidente Estadual do Partido dos Trabalhadores, conforme resultado eleitoral, bem como convocar posse do novo Diretório Estadual e de sua respectiva Executiva Estadual para o dia 07 de dezembro de 2013, conforme sugere resolução do Diretório Nacional do PT aprovada dia 18 de novembro de 2013;

2.Em decorrência do fato de o Diretório Estadual ser a instância superior do Partido em nível estadual, a presente resolução torna nulas as deliberações relativas ao PED 2013, aprovadas em reunião da Executiva Estadual do PT no dia 22 de novembro de 2013;

3. Publicar esta resolução política nos meios de comunicação oficial do PARTIDO DOS TRABALHADORES.


Diretório Estadual do PT/RN

Natal, 28 de novembro de 2013

domingo, 24 de novembro de 2013

Nota Pública da Chapa Novo Tempo

A chapa Novo Tempo, que se apresentou para a disputa do PED 2013 no RN com a disposição de debater a organização do partido no estado, sua interiorização e enraizamento através do fortalecimento dos diretórios municipais, setoriais e instâncias de base, uma tática política e eleitoral capaz de elevar o PT ao papel de partido protagonista no rumo da política potiguar, com a ampliação de nossa bancada na Assembleia Legislativa, a manutenção de nosso espaço na Câmara Federal e a inserção do partido na disputa majoritária nas eleições estaduais de 2014, deparou-se com um processo de disputa interna politicamente rebaixado e metodologicamente viciado, no qual a máxima de que os fins justificam os meios foi radicalmente incorporada pela chapa adversária, objetivando a manutenção do poder a qualquer custo, independente do desgaste da imagem do PT perante a sociedade e da legítima vontade da maioria dos\das militantes petistas que participaram do processo e manifestaram o desejo de eleger Olavo Ataíde presidente do PT no Rio Grande do Norte.

No plano do rebaixamento do debate político, a chapa Ousar Lutar Ousar Vencer ocupou a mídia local para arquitetar uma ilha ideológica, difundindo inverdades como um suposto acordão que envolveria inclusive um partido de oposição ao nosso projeto nacional, responsável pelo caos político e administrativo em nosso estado materializado no desgoverno Rosalba. Omitiu-se assim o debate sobre a organização partidária e sobre a incapacidade do grupo que dirige o PT há mais de uma década fortalecer política e organizativamente nossa organização partidária em nível estadual.

No que diz respeito ao método, a chapa adversária se utilizou da atual condição de maioria na Executiva Estadual do PT e de dirigente da Secretaria Estadual de Organização para desprezar o regulamento do PED e, partindo para o vale tudo, declarar eleito presidente Eraldo Paiva, candidato derrotado nas urnas. Tratou-se de uma decisão unilateral, que não foi debatida em nenhuma instância partidária e que se configura como um grave desvio ético.

Tentando restabelecer a vontade da maioria dos militantes expressa nas urnas do PED, exploramos uma prerrogativa estatutária e convocamos reunião do Diretório Estadual para o dia 23 de novembro, com as assinaturas de mais de 50% dos membros da instância, objetivando analisar e julgar os recursos apresentados pelas chapas concorrentes em prazo regulamentar. Como resposta, o presidente estadual do PT em exercício convocou reunião da Executiva Estadual – instância inferior e responsável por executar as deliberações do Diretório Estadual – para o dia anterior (22 de novembro), com o nítido objetivo de, em detrimento da norma e do bom senso, substituir arbitrariamente membros do Diretório Estadual que não acompanham politicamente as manobras praticadas pela chapa Ousar Lutar Ousar Vencer sem a renúncia dos titulares, bem como de analisar e julgar os recursos numa instância inferior na qual poderiam alcançar maioria. Em resumo, mais uma vez optaram pela negação da política coletivamente regulamentada em benefício do pragmatismo, do autoritarismo e da desmoralização do PT perante a opinião pública. Como não poderia ser diferente, nos retiramos da supracitada reunião da Executiva Estadual.

Esgotada a via do diálogo e da dialética, abdicamos temporariamente de nossa tradição de debater os problemas do PT nas instâncias partidárias e acionamos a justiça para tentar impedir mais uma manobra e garantir que o Diretório Estadual se reunisse com seus membros efetivos, não com uma composição fabricada artificialmente. A resposta judicial, transcendendo o requerido, foi a suspensão da reunião do Diretório Estadual.

São tempos difíceis para a militância petista do Rio Grande do Norte. Nossa energia poderia estar voltada para a construção de um Novo Tempo no PT potiguar, com mais organização, mais formação política, mais inserção nos movimentos sociais e mais compromisso com a tarefa de dirigir democraticamente o PT no RN. A militância petista e a sociedade exigem mais de nosso partido e de sua direção, por isso não desistiremos de recorrer às instâncias possíveis para fazer valer o direito e a vontade da militância petista expressa no PED 2013.

Saudamos a disposição militante de cada companheiro e companheira que ousou rejeitar mais do mesmo e optar pela mudança, mas convocamos cada um e cada uma a continuar a luta em busca de justiça. Quando dirigentes históricos do PT são politicamente julgados e condenados através de uma decisão criminosa do STF, não podemos aceitar que decisões arbitrárias aconteçam no ambiente interno do PT.

Reafirmamos nosso compromisso prioritário com a reeleição da presidenta Dilma e com o fortalecimento do projeto nacional liderado pelo Partido dos Trabalhadores, bem como com a construção de uma tática capaz de fortalecer o conjunto do PT no Rio Grande do Norte. No novo tempo, apesar dos perigos, da foça mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta!

Natal (RN), 23 de novembro de 2013.

Articulação de Esquerda - AE
Brasil Socialista – BS
Coletivo Democrático e Popular - CDP
Esquerda Popular e Socialista - EPS
Movimento de Ação e Identidade Socialista – MAIS PT
Movimento PT - MPT
Socialismo ou Barbárie

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

PED 2013: Avaliação preliminar da Direção Nacional da Articulação de Esquerda

A seguir avaliação preliminar da Direção Nacional da Articulação de Esquerda, que compunham a chapa "A Esperança é Vermelha", sobre o processo de eleições diretas do PT - PED 2013

1. A direção nacional da Articulação de Esquerda reuniu-se, nos dias 12 e 13 de novembro, para fazer uma avaliação do Processo de Eleições Diretas das direções do Partido dos Trabalhadores.

2. Trata-se de uma avaliação preliminar: os resultados finais acabam de ser divulgados, cabendo uma análise detalhada no âmbito municipal, estadual e nacional; e também porque o PED não acabou, uma vez que há segundo turno para a presidência do Partido em vários estados e municípios

3. É o caso do Rio Grande do Sul, onde estamos comprometidos com a vitória do presidente Ary Vanazzi. É o caso de Pernambuco, onde estamos comprometidos com a vitória do presidente Bruno Ribeiro. É o caso de Vitória-ES (Max Dias), Três Lagoas-MS (Antonio Carlos Modesto) e São Gonçalo-RJ (Almir Barbio). É o caso, também, de Sergipe, onde a direção estadual da AE decidirá nos próximos dias nossa posição frente ao segundo turno disputado por dois candidatos da CNB.

4. Há, também, outros casos onde candidatos nossos, candidatos apoiados por nós no primeiro turno, ou candidatos com que disputamos enfrentam o segundo turno (é o caso de Palmas-TO).

5. A direção nacional da Articulação de Esquerda coloca-se à disposição para ajudar as respectivas direções estaduais e municipais, tanto na deliberação quanto na campanha propriamente dita.

6. Nos locais onde o processo eleitoral já encerrou, as direções municipais e estaduais devem convocar reuniões de avaliação, produzir balanços por escrito e fazer circular estes balanços na lista eletrônica nacional da AE.

7. Concluído o segundo turno, no dia 24 de novembro, e finalizada a totalização dos votos do primeiro turno, a direção nacional da AE realizará nova reunião para fazer um balanço completo do processo de eleições diretas das direções petistas, balanço que será publicado na edição de dezembro do jornal Página 13.

8. Sem prejuízo do que será tratado em nossa próxima reunião, a direção nacional realizou desde já um balanço preliminar do primeiro turno do PED.

9. Do ponto de vista político, e considerando fundamentalmente o resultado nacional, a conclusão principal é que a maioria dos votantes não optou pelas chapas e candidaturas que defendiam mudanças na estratégia, na tática e no padrão de funcionamento do PT.

10. Esta opção conservadora e continuísta que predominou no PED poderá ter implicações graves sobre o futuro próximo e mediato do PT e da luta política no Brasil. Isto porque a situação política exige não apenas ousadia e renovação, mas principalmente outra orientação política e outra conduta organizativa.

11. Não foi esta, entretanto, a opção da maioria dos que votaram. Não apenas os filiados-eleitores, mas inclusive parcela majoritária dos militantes do PT segue apostando, conscientemente ou por simples inércia, na política de centro-esquerda. Apesar de parcelas crescentes reconhecerem os limites desta política e o acúmulo de problemas, não quiseram tirar as consequências disto na hora de votar nas chapas e candidaturas.

12. Aliás, é preciso dizer que a maioria dos que votaram no PED não quis levar em devida conta o recado que as ruas nos deram em junho de 2013, em mobilizações que podem voltar a ocorrer, dado que certas condições objetivas e subjetivas seguem presentes; não considerou adequadamente o cenário de dificuldades econômicas e a mudança de postura por parte do grande capital frente ao nosso governo; segue acreditando que o cenário de 2014 está mais para vitória no primeiro turno, do que para um segundo turno acirradíssimo; e não dimensiona corretamente o grau de desgaste do PT junto à diversos setores da população, com destaque para a juventude, inclusive a juventude trabalhadora. Onde há segundo turno na eleição da presidência do Partido, estes temas continuam presentes no debate e lutaremos pela vitória de candidaturas que tenham compreensão deste conjunto de desafios.

13. Não basta, contudo, criticar a maioria, seu gosto pelo aparato em detrimento da política, a tendência à pulverização despolitizada de chapas vinculadas ao grupo majoritário, a incapacidade de evitar a “tragédia anunciada” que foi a organização do PED. É preciso também reconhecer, de maneira autocrítica, as debilidades do conjunto de tendências, chapas e candidaturas que propunham mudanças na política e no comportamento do Partido.

14. Embora este tópico vá ser mais desenvolvido no documento de balanço que apresentaremos após o segundo turno, podemos antecipar o seguinte: desde 2005, a chamada esquerda do PT vem sofrendo um processo de divisão e redução de sua influência, que somadas a dificuldades políticas mais gerais, bem como ao processo de burocratização e degeneração da vida interna partidária, criam enormes obstáculos para que a minoria de esquerda possa voltar a ser maioria. Assim, uma de nossas tarefas é recompor a esquerda petista, para que volte a existir a possibilidade de a minoria virar maioria. Deste ponto de vista, nossa principal conquista no PED 2013, em âmbito nacional, foi termos conseguido resistir e impedir o aniquilamento que se anunciava quando houve a cotização artificial de dezenas, talvez centenas de milhares de filiados.

15. Do ponto de vista organizativo, o PED 2013 foi pior do que todos os anteriores. Podemos dizer que há um amplo consenso sobre isto dentro do Partido. O problema é que esta avaliação comum parte de posições muito distintas e até opostas. Por um lado estão os que, como nós, defendemos que o processo de eleição das direções partidárias seja feito através de encontros partidários. Por outro lado, estão os que defendem “qualificar” o PED, por meio de adoção de regras que reduzam o peso dos filiados-eleitores e ampliem o peso dos militantes, na linha do que foi aprovado no IV Congresso do Partido e posteriormente flexibilizado ou até mesmo revogado pelo Diretório Nacional. Finalmente, há os que querem flexibilizar ainda mais as regras, secundarizando a participação ativa, a formação política, o autofinanciamento, os debates, etc. reforçando assim a influência dos filiados-eleitores em detrimento dos militantes.

16. Em termos objetivos, o número de filiados que participou do PED 2013 foi inferior ao PED 2009. Em 2009 votaram 518.192 filiados e filiadas. Em 2013, votaram 425.604 petistas.

17. Dos mais de 1 milhão e 700 mil filiados petistas, foram pagas as cotizações de 809 mil. Destes que cotizaram (ou foram cotizados), 387.837 filiados não compareceram para votar, deixando clara a alta dose de artificialidade e a influência do poder econômico presentes no processo de filiação e cotização. A artificialidade foi tamanha que só restou, a um dos responsáveis pela organização do PED, ter um surto de "amnésia" para tentar explicar o grande número de cotizados ausentes: "O voto hoje é mais criterioso, as pessoas precisam passar por atividade partidária, tem que efetuar contribuição financeira. É um processo muito mais complexo. No PT, não é só voto. As pessoas têm que participar efetivamente do processo", disse o dirigente citado, numa coletiva à imprensa.

18. Somando os que votaram nulo (10.343) ou branco (36.317), com os que estavam cotizados mas não compareceram (387.837), temos 434.497 filiados, número maior do que os dos 421.507 que votaram em alguma chapa. É preciso analisar cuidadosamente os motivos pelos quais tantos filiados votaram em branco ou nulo para presidente e chapas nacionais. Assim como é necessário compreender por quais motivos a “abstenção de cotizados” variou, de cidade para cidade, de estado para estado.

19. A quebra na votação pode ser ilustrada pelo resultado presidencial: em 2009 José Eduardo Dutra ganhou no primeiro turno com 58% e 274 mil votos. Rui Falcão foi eleito, agora, com 69,5% mas com 268 mil votos.

20. A maioria dos que votaram não participou de nenhum debate, tampouco teve acesso ao jornal com as posições das chapas e candidaturas nacionais. Setores do PT trabalharam para esvaziar e esterilizar a discussão. Em alguns estados, como São Paulo, não ocorreu nenhum debate nacional. Mesmo onde o debate ocorreu, sua profundidade foi inferior ao necessário. A falta de debates contribuiu para a impressão, forte em muitos setores do Partido, de que o PED não ajudou a qualificar nossas direções partidárias.

21. Apesar do enorme esforço político e material, o resultado final do PED nacional não provocou alterações significativas na composição do Diretório e da Comissão Executiva Nacional do PT. Exemplo disto: em 2013 as chapas que apoiam Rui Falcão receberam 69% dos votos; em 2009, os mesmos setores obtiveram 70%.

22. Claro que para os setores minoritários, um pequeno deslocamento pode ser a diferença entre estar ou não na direção do PT. A Articulação de Esquerda passou por esta prova. Conseguimos sair do PED 2013 com a mesma presença na direção nacional do PT que obtivemos em 2009: 4 integrantes no DN e 1 na CEN. Ademais, tivemos resultados nas eleições estaduais e municipais que expressam nosso enraizamento na classe trabalhadora, nos movimentos sociais, na institucionalidade, no debate de idéias e no Partido. Nosso resultado global, obtido contra todo tipo de pressão externa e debilidades internas, foi produto em parte da quebra na votação geral, mas também de nossa ação, inclusive de uma correta decisão política de priorizar, durante o PED, o debate político-programático. Assim, sem prejuízo da necessária autocrítica de nossos erros e debilidades, saímos deste PED com moral alta e sentimento de dever cumprido.

23. Para nos representar no próximo Diretório Nacional, apresentamos como titulares os seguintes companheiros e companheiras: Bruno Elias, secretário executivo do Conselho Nacional de Juventude do Governo Federal; Jandyra Uehara, da executiva nacional da Central Única dos Trabalhadores; Adriano Oliveira, secretário de formação política do PT-RS; Rosana Ramos, da atual Comissão de Ética Nacional do PT.

24. Nossa chapa indica como suplentes: Valter Pomar, dirigente nacional do PT; Iriny Lopes, deputada federal PT-ES; Jonatas Moreth, da executiva nacional da juventude do PT; Ana Affonso, deputada estadual PT-RS; Rubens Alves, dirigente nacional do PT; Ana Lucia, deputada estadual PT-SE; Mucio Magalhaes, dirigente nacional do PT; Adriele Manjabosco, diretora da UNE.

25. Para nos representar na Comissão Executiva Nacional, a chapa “A Esperança é Vermelha” indica o companheiro Bruno Elias, um jovem com experiência nos movimentos sociais, no governo e no Partido. Alguém à altura da tarefa política e afinado com a necessidade de renovação, que vem sendo vocalizada (mas não praticada) por diversos líderes partidários.

26. Propomos que o companheiro Bruno Elias assuma a Secretaria Nacional de Movimentos Populares. Estamos seguros de que ele terá, a frente desta secretaria, o mesmo compromisso partidário demonstrado em outras tarefas, compromisso também demonstrado por representantes de nossa tendência, no período recente, a frente das tarefas de formação politica e relações internacionais. As companheiras Jandyra Uehara e Rosana Ramos estão encarregadas de todas as conversas e negociações relativas à composição da nova CEN.

27. A direção nacional da AE concluiu sua avaliação preliminar do PED, fazendo um reconhecimento e um agradecimento aos filiados e filiadas petistas que confiaram em nós, à militância que fez nossas campanhas, aos que foram candidatos e candidatas à direção e presidência.

28. Seja onde o resultado foi expressivo, seja onde foi modesto, fizemos uma campanha politicamente clara, defendendo mudanças profundas na estratégia, na tática e no funcionamento do PT. Nas redes sociais, nos destacamos por uma campanha ágil, criativa e bonita, que ajudou a quebrar o silêncio da mídia acerca do PED. Disputamos o PED da forma como sempre deveria ser, oferecendo nossas ideias e nossa disposição militante. E seguimos na luta por um PT democrático-popular e socialista, com muita esperança vermelha e sem medo de ser feliz.

A direção nacional da Articulação de Esquerda
13 de novembro de 2013

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Nota sobre o resultado do PED para Presidente Estadual do PT

Para nossa surpresa, 02 (dois) dos 04 (quatro) membros da Comissão de Organização Eleitoral do Rio Grande do Norte resolveram divulgar um suposto resultado desconhecendo os números apurados nas eleições de Carnaúba dos Dantas, Pureza, Serra Negra do Norte, Tibau do Sul e Touros, mascarando totalmente o verdadeiro resultado que dá vitória a Olavo Ataíde.

Dois fatos desmontam totalmente essa armação e tentativa espúria de manipulação dos dados dessa eleição interna no Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Norte.

1) Ontem, dia 12 de novembro, esses mesmos dois membros da COE enviaram ofício ao candidato Olavo Ataíde, alertando que apenas os municípios de Governador Dix-Sept Rosado, Jardim do Seridó, Pedro Velho, Pedro Avelino, São Pedro e Santa Maria encontravam-se com pendências na entrega das atas e que o prazo regimental encerrava-se ontem mesmo. Todas as providências foram tomadas por parte desses municípios e a documentação foi devidamente entregue ao PT;

2) Planilha enviada ontem pelo Secretário de Organização da Direção Estadual do PT, Rildo Santos, às 15:12m, à Secretaria de Organização Nacional, responsável pela totalização dos votos nacional, continha o resultado dos municípios Carnaúba dos Dantas, Pureza, Serra Negra do Norte, Tibau do Sul e Touros.

Eis que hoje, esses mesmos senhores, Marcos Aurélio e Sérvolo Oliveira, que na COE representavam o candidato Eraldo Paiva e a chapa Ousar Lutar Ousar Vencer, e o próprio Secretário Rildo Santos, surpreendentemente anunciaram que outros 05 municípios (relacionados acima) não haviam enviado a documentação e que por esse motivo os números não seriam considerados nem enviados a Direção Nacional do partido, o que desconsidera documentos deles próprios, conforme citação anterior.

Tal atitude fere frontalmente o regulamento do PED (art. 45), que fala das obrigações dos dirigentes responsáveis pela realização da eleição cumprir o prazo de postagem das atas até o dia 12, sob pena de responsabilidade, porém não considera a possibilidade de anulação dos votos do PED nos respectivos municípios.

Art. 45: Após a divulgação, a instância municipal deverá encaminhar à Comissão Executiva Estadual, cópia da lista de presença e das atas de votação e apuração e, simultaneamente, deverá inserir o resultado da apuração no Sisped.

§1º: A documentação a que se refere esse artigo deverá ser enviada imediatamente por mensagem eletrônica, e posteriormente pelo correio, via Sedex ou com aviso de recebimento, até o dia 12 de novembro de 2013;

§2º: O não cumprimento do disposto no parágrafo anterior, acarretará punição disciplinar aos (às) dirigentes responsáveis.


Considerando-se que nesses 05 municípios excluídos Olavo obteve maioria de 31 votos, deduzindo os 22 votos de uma suposta maioria pró-Eraldo, do quadro divulgado, a maioria pró-Olavo é de 09 votos.

Pelos fatos expostos a chapa NOVO TEMPO não reconhece tal anúncio como resultado do PED e solicitará às instâncias superiores a correção imediata e a responsabilização dos filiados responsáveis por tal tentativa de golpe.

Natal, 13 de novembro de 2013
Chapa NOVO TEMPO

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Nota da Chapa Novo Tempo Natal

A Chapa Novo Tempo Natal, que apresenta a candidatura do valoroso companheiro Gilderlei Soares a presidente do Diretório Municipal do PT natalense, através desta, vem denunciar a tentativa de manipulação do Processo de Eleições Diretas do PT na capital do Rio Grande do Norte.

No primeiro ano em que os Diretórios Zonais se inserem no Processo de Eleições Diretas do PT como instrumentos de fortalecimento da atuação partidária, para permitir o maior envolvimento da militância petista na construção cotidiana do partido e da cidade que queremos, uma atitude arbitrária, extemporânea e antiética patrocinada pela chapa Ousar Lutar Ousar Vencer, com o aval da maioria da atual Executiva Municipal, desrespeitando o regimento do PED, busca manipular o processo eleitoral em seu benefício, deslocando a urna eleitoral do Diretório Zonal Norte para o Conjunto dos Garis, um local de difícil acesso ao conjunto da militância do PT.

Trata-se de uma decisão que somente se justifica pela tentativa de corromper o processo eleitoral, em detrimento do regimento do PED, que aponta para a necessidade de que os locais de votação sejam de fácil acesso para o conjunto da militância. Essa deliberação vem beneficiar a chapa liderada pelo grupo do vereador Fernando Lucena, que coordena o SindLimp (que representa os garis) e defende a candidatura de Juliano Siqueira a presidente do PT natalense.

Não bastasse o vereador Fernando Lucena ter renunciado à presidência do PT de Natal em plena campanha eleitoral de 2012, não bastasse as reuniões da Executiva Municipal só atingirem quórum quando é conveniente à atual maioria, parece que a chapa OUSAR LUTAR OUSAR VENCER decidiu que para vencer o PED 2013 vale tudo.

Expressamos aqui nossa indignação ao conjunto da militância petista, convidando cada um e cada uma a ousar mudar, ousar construir um NOVO TEMPO no PT natalense, com mais militância, mais formação política, mais compromisso com a direção partidária e com o Partido dos Trabalhadores. Não renunciaremos ao direito de disputar, em igualdade de condições e de acordo com o regimento do PED, os rumos do PT.

CHAPA NOVO TEMPO NATAL – 06 DE NOVEMBRO DE 2013

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Reunião Chapa Novo Tempo - Natal


Convidamos todos filiados do Zonal Norte do PT Natal para uma reunião sobre o PED e os rumos do PT de Natal e do Rio Grande do Norte com os candidatos a presidente do Diretório Zonal Norte, Ferreira; do Diretório Municipal, Gilderlei e do Diretório Estadual, Olavo.

Local: KINTAL II - Estrada da Redinha
Data: Domingo, 3 de novembro
Horário: 10h

Orientações para a reta final

 #PED2013: Dia 10 de novembro, ligados no 220


1-Faltam poucos dias para o primeiro turno do PED. Planeje cada um destes dias: quem você vai visitar, para quem você vai telefonar ou mandar uma mensagem, que materiais você pode compartilhar.

2-Na próxima semana será realizado o último debate entre os candidatos à presidência nacional. Acompanhe!

3-Se você é da coordenação da campanha, organize a lista de todas as cidades em que o PED vai ocorrer, o local de votação em cada cidade, quem é o fiscal de nossa chapa, quem são as chapas locais que estão concorrendo e o número total de filiados aptos. Deixe espaço para os resultados da apuração.

4-Há 4.161 locais de votação. Precisamos que haja um fiscal em cada local. Não pode haver votação num local que não foi credenciado e divulgado. Veja a lista de locais credenciados no site do PED (ped.pt.org.br)

5- Importante: dia 4 de novembro é o último dia para credenciar os fiscais. Um fiscal pode votar na cidade em que vai fiscalizar. Veja o que diz o regulamento do PED a respeito da fiscalização. (Mais informações http://zip.net/btlkCT )

6-Os municípios prioritários para fiscalização são aqueles onde há chapa única. Nestes, um fiscal pode ser a diferença entre ter a verdade das urnas ou 100% de comparecimento e votos para uma única chapa.

7- O fiscal deve chegar às 8h45, acompanhar a abertura da urna, levar um lanche e água para poder ficar o tempo todo no local, até as 18h; e acompanhar também a apuração, se for no local. Em geral, é na hora que o fiscal dá uma saidinha que acontecem milagres. Use seu celular para fotografar a ata. Passe os dados por telefone para quem estiver centralizando os dados. Se a apuração for feita noutro lugar, certifique-se de que a urna foi lacrada e assine o lacre.

8- Tão logo acabe cada etapa da apuração, envie um correio eletrônico ou uma mensagem para: esperancavermelha220@gmail.com

9-Os fiscais também devem garantir que se respeite o regulamento do PED: transporte de filiados só quando organizado pela instância partidária.

10- Se você chegar no local de votação e não tiver ninguém lá, registre o fato, de preferência com fotos e com testemunhas. E comunique imediatamente para o e-mail esperancavermelha220@gmail.com; ou contate por telefone alguém da coordenação nacional ou no estado/município.

11-Se você não é fiscal, mas é militante, faça boca de urna. Leve material, converse com as pessoas. E mantenha o bom humor, sempre.

12-Se você é da coordenação, ligue uma vez a cada duas horas para seus fiscais em todo o país. E uma vez detectado algum problema, informe a coordenação nacional.

13-Nosso objetivo, lembre-se, é um PT militante e socialista, uma estratégia que viabilize as reformas estruturais, uma tática que nos permita ter um segundo mandato Dilma superior ao atual. E por isto queremos segundo turno para a presidência do PT, direções plurais e pela esquerda.

Gilderlei Presidente do DM Natal


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Faltam 30 dias

Quero me dirigir a você, que apoia ou simpatiza com as posições da chapa "A esperança é vermelha".

Faltam 30 dias para o primeiro turno das eleições diretas petistas (PED).

No dia 10 de novembro, 806 mil filiados e filiadas poderão eleger as direções, presidências e as delegações ao V Congresso do Partido dos Trabalhadores.

Este número não é produto apenas da mobilização voluntária dos filiados. Como todos sabem, ainda que poucos reconheçam publicamente, este número é produto em certa medida de cotização coletiva disfarçada de cotização individual.

Infelizmente, para grande número de petistas, o PED converteu-se no único instrumento de participação na vida partidária: votar de quatro em quatro anos.

Esta realidade tem que mudar. Uma das condições para isto é que as posições da esquerda partidária estejam presentes e influenciando as direções partidárias, em todos os níveis.

E isto só acontecerá se, de hoje até o dia 10 de novembro, dermos conta de algumas tarefas:

1) fazer chegar a cada filiado e a cada filiada o material de nossas chapas e candidaturas, direito que o regulamento garante a quem estiver inscrito no PED;

2) organizar debates, palestras, atos políticos e culturais abertos, para que o conjunto do Partido possa conhecer nossas posições;

3) ajudar a organizar e mobilizar para os debates oficiais entre chapas e candidaturas, em todos os níveis;

4) fazer cumprir o regulamento, inclusive a proibição de transporte pago pelas chapas e candidaturas, bem como a existência de fiscais no processo de votação e apuração, essenciais para que os números apurados correspondam a vontade dos filiados no dia 10 de novembro.

Se tivermos êxito no cumprimento destas quatro tarefas, poderemos garantir a presença da esquerda petista nas direções partidárias, inclusive na composição da próxima Comissão Executiva Nacional do Partido.

Esta presença está, hoje, ameaçada. E isto não constitui um problema apenas para os setores que integram a chamada esquerda petista.

A pluralidade é importante para o PT. A história recente do Partido já mostrou os riscos que corremos, quando uma única chapa ou posição alcança maioria absoluta.

Se tivermos êxito no cumprimento daquelas quatro tarefas, também poderemos viabilizar um segundo turno na disputa das presidências do Partido.

Tanto em âmbito nacional, quanto em importantes estados e municípios, os grupos majoritários do Partido querem evitar que ocorra um segundo turno. E o preço disto inclui, em vários casos, eleger para a presidência partidária pessoas que vem evitando tomar posição sobre questões essenciais para o presente e para o futuro do PT.

Garantir o segundo turno é garantir que os filiados e filiadas saibam quais as posições de quem presidirá o Partido nos próximos quatro anos.

Finalmente: ao longo destes próximos 30 dias, devemos intensificar a propaganda das posições de “A esperança é vermelha”.

O PT precisa de autonomia financeira: um partido de trabalhadores não pode depender de recursos do empresariado. Comunicação de massas, com web, TV, rádio e imprensa todo dia. Formação política para nossa militância. Reforçar vínculos com a juventude, a classe trabalhadora, movimentos sociais, mulheres, negros, indígenas, movimento ambientalista e lgbt. Direções que defendam as posições do PT, nas ruas e urnas, nos parlamentos e governos. Que lembrem que Partido é partido, governo é governo. E que ninguém, nenhuma liderança, nem mesmo o Lula e a Dilma, pode desrespeitar as decisões adotadas pela base.

O PT precisa de outra estratégia. A estratégia adotada em 1995 não dá conta dos desafios que vivemos neste Brasil de 2013. Precisamos de uma nova estratégia, para um Brasil que clama por reformas estruturais, uma América Latina que precisa de integração regional, um mundo em crise cuja solução está no socialismo. Uma estratégia que dê ênfase à governabilidade social, que compreenda que vivemos num momento de fortes conflitos com o grande Capital, com as direitas e com o imperialismo, e que para isso precisamos de aliados de verdade, não de aliados que se comportam e votam como inimigos.

O PT precisa reeleger Dilma, para fazer um segundo mandato melhor do que o atual. Um mandato marcado pelas reformas estruturais: uma reforma política profunda, Assembleia Constituinte, Lei da Mídia Democrática, reforma tributária progressiva, reforma agrária e urbana, jornada de 40 horas, mais qualidade e financiamento das políticas públicas de transporte, de saúde, de educação, de cultura etc. Este é o programa para reeleger Dilma, manter os atuais governos e eleger novos, ampliar nossa bancada no Congresso e nas assembleias legislativas. É com base nesse programa que reafirmaremos nossa aliança com a grande maioria do povo, a juventude, a classe trabalhadora que pode mudar nosso país.

É para estas posições que pedimos seu voto e seu empenho militante, especialmente nestes próximos trinta dias.

Valter Pomar, candidato à presidência nacional do PT em nome da chapa “A esperança é vermelha”.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Novo Tempo Natal: com renovação, compromisso e responsabilidade


Na última sexta-feira, dia 27, no auditório do IFRN da Avenida Rio Branco, vários filiados e filiadas ao PT participaram do lançamento das candidaturas de Gilderlei Soares a presidente do Diretório Municipal do PT e de Olavo Ataíde ao Diretório Estadual.

Entre os presentes estavam a Deputada Federal Fátima Bezerra e representantes das tendências que apoiam ambas as candidaturas.

Em sua fala Gilderlei defendeu a necessidade de implantar uma nossa dinâmica de funcionamento do Diretório Municipal, que priorize a organização partidária, a formação política, o diálogo com a juventude e com os movimentos sociais, além da estruturação dos Zonais e Setoriais do Partido.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Lançamento da Chapa NOVO TEMPO

Sexta-feira (27 de setembro) é dia de reunir a militância petista que sonha com a construção de um NOVO TEMPO para o PT em Natal e no Rio Grande do Norte a partir do processo de eleições diretas do partido.

Para coordenar este processo o Movimento PT, a Esquerda Popular Socialista, o Campo Democrático Popular, a Brasil Socialista, a Articulação de Esquerda, o Movimento de Ação e Identidade Socialista e vários outros militantes que constroem o Partido dos Trabalhadores construíram a chapa NOVO TEMPO, que apresenta as candidaturas de Gilderlei para presidente do PT natalense e de Olavo Ataíde para presidente estadual do PT potiguar.

Não precisamos ser um partido de milhares de filiados, mas necessitamos ser um partido de milhares de militantes. Queremos convocar cada filiado e cada filiada a construir conosco o PT, a cidade e o estado que queremos, mas para tanto sabemos que é necessário que exista um partido minimamente organizado, dinâmico, vivo e capaz de conquistar corações e mentes para um projeto político a ser construído coletivamente, junto aos movimentos populares e nas instâncias de base de nosso partido. Um caminho conectado ao nosso projeto nacional, mas que também reflita os anseios da militância petista e da sociedade.

Após a apresentação das propostas e o lançamento das candidaturas cantaremos um outro mundo possível em confraternização no Bardallo's Comida e Arte, pois a arte e a cultura são dimensões importantes da disputa política e cultural. Vamos juntxs!

"Diante do sol
retomamos o desafio
de dar as mãos
desfiar as linhas
e costurar de novo
as nossas bandeiras vermelhas
bordadas de estrelas."

Marcelo Mário de Melo